Introdução
A oratória é uma organização que tem como propósitos contribuir para o progresso da comunidade, proporcionando às pessoas jovens a oportunidade de desenvolver a capacidade de liderança, o espírito empreendedor e o companheirismo necessário para criar mudanças positivas. Neste ano, a temática central é o desenvolvimento sustentável, e o que cada um pode fazer para melhorar o lugar onde vive, e por consequência o planeta como um todo.
1 TEMA
Como Transformar o Meio Ambiente garantindo sustentabilidade.
2 JUSTIFICATIVA
O projeto “Oratória na escola” consiste no estímulo ao estudo e reflexão sobre o tema: Como Transformar o Meio Ambiente garantindo sua sustentabilidade.
A oratória é a forma mais elevada de comunicação, uma arte mediante a qual se influi de modo positivo sobre a natureza humana.
Acredita-se com está iniciativa, jovens estudantes poderão formar uma consciência critica em relação a este tema e posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas.
Na disciplina de Geografia, trabalhou-se do conteúdo do bimestre, associado quando possível a temática, mas também pontuando outros aspectos do continente americano, em especial os países da América Central, da América do Sul (América Andina, América Platina e Guianas). Vale lembrar que este projeto é uma adaptação coletiva, que conta com a colaboração da Coordenação da EBM Jardim do Lago, em especial da Professora Andréia Fossá.
3 OBJETIVO GERAL
Oferecer aos alunos a prática da oratória e a reflexão sobre assuntos relacionados ao meio onde vivem.
4 OBJETIVOS ESPECIFICOS
* Proporcionar aos alunos o conhecimento e práticas voltadas para a oratória, bem como desenvolver sua expressão oral fluente em situações formai;
* Visualizar a prática de produção escrita para que o educando possa expressar suas idéias de forma coerente e concisa;
* Incentivar a leitura e a pesquisa;
* Conscientizar sobre a responsabilidade e compromisso de cada indivíduo em relação aos problemas sociais, ambientais, educacionais em nível local, regional, nacional e mundial.
5 CONTEÚDOS:
Desenvolvimento sustentável
Saneamento básico
Reciclagem, compostagem
Consumismo
Fontes de energia alternativa
Preservação dos biomas
América Central ístmica
América Central insular
Cuba, Fidel Castro
Países platinos (Paraguai, Uruguai, Argentina).
6 PROBLEMATIZAÇÃO:
Como pensar o desenvolvimento econômico aliado a preservação das espécies animais e vegetais, tratando de reduzir a emissão de gases poluentes, a poluição hídrica, etc., procurando associar a temática aos países da América Central e do Sul (sua biodiversidade, Ilhas Galápagos, Caribe, Amazônia, Chaco, etc.)
7 PRÁTICA SOCIAL INICIAL
É importante que os alunos cheguem ao final do bimestre, cientes de que uma nova postura social deve ser pautada, no que tange a consciência ecológica. O desenvolvimento sustentável deve ser a prática de cada um dos indivíduos do ambiente escolar, porque será a maneira de se desdobrar em ações efetivas e de efeito maior, tomadas em escala maior, como por exemplo, políticas públicas, das esferas municipal, estadual ou federal, bem como acordos e programas de alcance internacional.
8 INSTRUMENTALIZAÇÃO:
Aula expositiva;
Pesquisa Bibliográfica;
Pesquisa no CEMUT;
Registro Audiovisual;
Elaboração de texto;
Palestras/ Debates;
Apresentação prática;
Som/ Microfone, etc...
Fotografias
Avaliações.
9 – AVALIAÇÃO:
Prova
Participação
Responsabilidade e atitudes
Apresentação oral individual
Seminário (apresentação oral dos grupos)
10 – PRÁTICA FINAL
Desenvolvimento efetivo do projeto “Como Transformar o Meio Ambiente garantindo sustentabilidade", onde todos os educandos tenham oportunidade de participar e mostrar suas habilidades.
11 BIBLIOGRAFIA
GASPARIN, João Luiz. Uma Didática para uma Pedagogia Histórico Crítica. 2. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2003.
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011
GEOGRAFIA VIRTUAL: USO DE BLOG PARA ESTUDO DE GEOGRAFIA
EBM JARDIM DO LAGO
GEOGRAFIA 8º (82, 83, 84) e 9º (91, 92, 93)
RELATOR: CESAR CAPITANIO
E-MAIL: cesacap@yahoo.com.br
GEOGRAFIA VIRTUAL: USO DE BLOG PARA ESTUDO DE GEOGRAFIA
O trabalho realizado com as turmas de 8º ano (82, 83 e 84) e de 9º ano (91, 92, 93) envolve o uso do blog geografiaehumanidades.blogspot.com, organizado pelo próprio professor relator deste projeto a cerca de 2 anos, mas que não vinha sendo alimentado de maneira sistemática com novas informações. Este blog contém várias informações gerais da Geografia do Brasil e do mundo, além de discussões que envolvem mídias, política, história, futebol e economia. O objetivo desta interação com o blog foi o de direcionar boas leituras, com uso de imagens e mapas, além de lançar questionamentos a respeito das temáticas estudadas em sala de aula, além de que o uso da Internet é visto como algo altamente positivo por parte dos alunos, é atrativo e faz parte de uma lógica de inclusão digital dos alunos.
Com as turmas 91, 92, 93, ao se trabalhar o continente asiático, foi passado um trabalho aos alunos em que se questiona a questão da associação comercial BRIC, que envolve o Brasil a importantes países asiáticos (Rússia, Índia e China). Também se aproveitou para direcionar reportagem sobre o Mar Morto, localizado em Israel, no Oriente Médio, e imagens de três das 7 Maravilhas, que são localizadas no continente asiático (Grande Muralha na China, Taj Mahal na Índia e a Cidade de Petra, na Jordânia.
Com as turmas 82, 83 e 84, em um primeiro momento, ele serviu para dar base ao concurso “Oratória nas Escolas” e também para enriquecer o debate sobre os Rios Voadores. Posteriormente, ao se estudar o continente americano, em especial a América Central e América Andina, foram abordadas questões a respeito de Chichén Itzá, antiga cidade da civilização maia, na América Central; sobre Machu Picchu e Cuzco, cidade sagrada e capital do antigo Império Inca, respectivamente, no atual território peruano; sobre as Ilhas Galápagos, no Equador, com imagens e roteiro das viagens do pesquisador Charles Darwin, que passou pelo arquipélago; e ainda roteiro da viagem de moto realizada pela América do Sul por Ernesto Guevara e Alberto Granado, dos diários de Ernesto, e que inspiraram o filme “Diários de Motocicleta” (também assistido com os alunos).
A avaliação é processual, envolve atividade escrita, observação do interesse e dedicação dos alunos no CEMUT, e obviamente, também a prova bimestral, pois os conteúdos elencado no blog servem de base para enriquecimento da bagagem cognitiva dos alunos, em associação a grade curricular.
Percebeu-se uma boa aceitação dos alunos, alguns passaram a ser seguidores do blog, o número de acessos das postagens determinadas subiu bastante e ainda surgem outros questionamentos (a respeito de outras postagens). Outra análise feita em sala de aula, diz respeito à questão do gerenciamento das estatísticas: muito embora a maior parte dos acessos seja do Brasil mesmo, há muitos acessos dos Estados Unidos e da Alemanha, mas também um pouco de acessos da Índia e da Rússia, e ainda registros de acesso de Portugal, México, Angola e Canadá. Alunos ficaram intrigados com o fato de que a maior população da Terra (China) não ter acessado nenhuma vez. Foi feita a colocação de que há restrições a Internet no território chinês e isso possa explicar esta questão. Outra coisa é que ao ver acessos de várias partes do globo, os alunos passam a compreender a real dimensão do mundo conectado, globalizado, e que conhecer o mundo, através de novas possibilidades na Geografia, pode ser muito interessante. Imaginem por exemplo, como há fluxos e conexões globais nas grandes páginas jornalísticas, nas redes sociais ou mesmo em blogs mais famosos.
A intenção futura, de em próximos trabalhos feitos, é a de postar também trabalhos dos alunos, textos produzidos não necessariamente apenas para a disciplina de Geografia.
REFERÊNCIAS
GASPARIN, João Luiz. Uma Didática para uma Pedagogia Histórico Critica. 2. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2003.
TEXTOS DIVERSOS. Disponível em:. Acesso em: 10/10/2011.
GEOGRAFIA 8º (82, 83, 84) e 9º (91, 92, 93)
RELATOR: CESAR CAPITANIO
E-MAIL: cesacap@yahoo.com.br
GEOGRAFIA VIRTUAL: USO DE BLOG PARA ESTUDO DE GEOGRAFIA
O trabalho realizado com as turmas de 8º ano (82, 83 e 84) e de 9º ano (91, 92, 93) envolve o uso do blog geografiaehumanidades.blogspot.com, organizado pelo próprio professor relator deste projeto a cerca de 2 anos, mas que não vinha sendo alimentado de maneira sistemática com novas informações. Este blog contém várias informações gerais da Geografia do Brasil e do mundo, além de discussões que envolvem mídias, política, história, futebol e economia. O objetivo desta interação com o blog foi o de direcionar boas leituras, com uso de imagens e mapas, além de lançar questionamentos a respeito das temáticas estudadas em sala de aula, além de que o uso da Internet é visto como algo altamente positivo por parte dos alunos, é atrativo e faz parte de uma lógica de inclusão digital dos alunos.
Com as turmas 91, 92, 93, ao se trabalhar o continente asiático, foi passado um trabalho aos alunos em que se questiona a questão da associação comercial BRIC, que envolve o Brasil a importantes países asiáticos (Rússia, Índia e China). Também se aproveitou para direcionar reportagem sobre o Mar Morto, localizado em Israel, no Oriente Médio, e imagens de três das 7 Maravilhas, que são localizadas no continente asiático (Grande Muralha na China, Taj Mahal na Índia e a Cidade de Petra, na Jordânia.
Com as turmas 82, 83 e 84, em um primeiro momento, ele serviu para dar base ao concurso “Oratória nas Escolas” e também para enriquecer o debate sobre os Rios Voadores. Posteriormente, ao se estudar o continente americano, em especial a América Central e América Andina, foram abordadas questões a respeito de Chichén Itzá, antiga cidade da civilização maia, na América Central; sobre Machu Picchu e Cuzco, cidade sagrada e capital do antigo Império Inca, respectivamente, no atual território peruano; sobre as Ilhas Galápagos, no Equador, com imagens e roteiro das viagens do pesquisador Charles Darwin, que passou pelo arquipélago; e ainda roteiro da viagem de moto realizada pela América do Sul por Ernesto Guevara e Alberto Granado, dos diários de Ernesto, e que inspiraram o filme “Diários de Motocicleta” (também assistido com os alunos).
A avaliação é processual, envolve atividade escrita, observação do interesse e dedicação dos alunos no CEMUT, e obviamente, também a prova bimestral, pois os conteúdos elencado no blog servem de base para enriquecimento da bagagem cognitiva dos alunos, em associação a grade curricular.
Percebeu-se uma boa aceitação dos alunos, alguns passaram a ser seguidores do blog, o número de acessos das postagens determinadas subiu bastante e ainda surgem outros questionamentos (a respeito de outras postagens). Outra análise feita em sala de aula, diz respeito à questão do gerenciamento das estatísticas: muito embora a maior parte dos acessos seja do Brasil mesmo, há muitos acessos dos Estados Unidos e da Alemanha, mas também um pouco de acessos da Índia e da Rússia, e ainda registros de acesso de Portugal, México, Angola e Canadá. Alunos ficaram intrigados com o fato de que a maior população da Terra (China) não ter acessado nenhuma vez. Foi feita a colocação de que há restrições a Internet no território chinês e isso possa explicar esta questão. Outra coisa é que ao ver acessos de várias partes do globo, os alunos passam a compreender a real dimensão do mundo conectado, globalizado, e que conhecer o mundo, através de novas possibilidades na Geografia, pode ser muito interessante. Imaginem por exemplo, como há fluxos e conexões globais nas grandes páginas jornalísticas, nas redes sociais ou mesmo em blogs mais famosos.
A intenção futura, de em próximos trabalhos feitos, é a de postar também trabalhos dos alunos, textos produzidos não necessariamente apenas para a disciplina de Geografia.
REFERÊNCIAS
GASPARIN, João Luiz. Uma Didática para uma Pedagogia Histórico Critica. 2. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2003.
TEXTOS DIVERSOS. Disponível em:
Projeto das nonas séries da EBM Jardim do Lago no terceiro bimestre
PROJETO CONTINENTE ASIÁTICO E RELAÇÕES COM O BRASIL
Introdução
Este projeto, trabalhado com as turmas de 9ª série, visa entender a complexidade que é o continente asiático, as novas configurações territoriais e econômicas do continente (que interferem em escala planetária), que perpassam pelo entendimento da geografia asiática, especialmente em se tratando dos emergentes China, Rússia e Índia, mas também o Japão, os Tigres Asiáticos, o Oriente Médio, enfim. Também dar-se-á ênfase as relações que o Brasil construiu com estes países.
1 TEMA
Continente asiático: geopolítica, economia, cultura
2 JUSTIFICATIVA
O projeto “Continente asiático e relações com o Brasil” consiste no em uma análise constituída pela disciplina de Geografia neste 3º bimestre, mas que possui boa relação com as disciplinas de História e Ensino Religioso no que tange a abrangência dos conteúdos.
A Ásia é o maior continente da Terra; em se tratando de geofísica, uma extensão da Europa, mas se tratando da questão cultural, de fato um continente, extremamente complexo e diversificado.
A maior parte da população da Terra está na Ásia, especialmente na China e na Índia, que superaram a cifra de 1 bilhão de habitantes. São países que possuem um gigantesco mercado consumidor, que vem prosperando, e que o Brasil comercializa bastante. A Ásia também é o continente berço da maior parte das religiões professadas no planeta, o que marca uma diversidade cultural impressionante.
Várias localidades abrangem significado importante, a partir de diversas possibilidades. Na Ásia, existem 3 das 7 maravilhas do mundo moderno: Petra na Jordânia, cidade esculpida na rocha calcária; Grande Muralha da China, que demonstra a capacidade de engenharia da milenar civilização chinesa; e o Taj Mahal, mausoléu indiano do século XVI.
Outra localidade que ganhou destaque internacional pode trazer a tona o debate da sustentabilidade ambiental: é o Mar de Aral, na Ásia Central. Os projetos de irrigação levaram ao colapso ambiental, com redução do tamanho do Mar, extinção de espécies e aumento da salinidade da água. Também desperta a curiosidade o estudo da formação da Cordilheira do Himalaia, “o teto do mundo”.
A questão religiosa também acaba despertando curiosidade e se pode estabelecer com as nossas vidas. É no Oriente Médio que surgiram as três grandes religiões monoteístas do mundo: judaísmo, cristianismo e islamismo. E outras religiões, como o hinduísmo, o sikhismo, o budismo e o xintoísmo ajudam a formatar as sociedades, seja na Índia, na China, no Nepal ou no Japão.
3 OBJETIVO GERAL
Oferecer aos alunos a análise geopolítica, econômica, cultural e física da Ásia.
4 OBJETIVOS ESPECIFICOS
* Proporcionar aos alunos o conhecimento geral sobre o continente asiático;
* Visualizar a relação entre os diversos países asiáticos com nosso país, bem como interferências culturais existentes em nosso dia a dia, que perpassam influências asiáticas;
5 CONTEÚDOS:
- China
-Índia
- Japão
- Oriente Médio e petróleo;
- Tigres Asiáticos (Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura, Malásia);
-Sudeste Asiático
- Ásia Central
6 PROBLEMATIZAÇÃO:
Como associar o estudo de países geograficamente distantes, culturalmente “estranhos” (diferentes) a vivência cotidiana de cada estudante?
7 PRÁTICA SOCIAL INICIAL
Efetivar a partir de diagnóstico explícito em aula dialogada, quais conhecimentos estes alunos possuem sobre a Ásia, sobretudo acerca da China, Índia, Japão, Oriente Médio, Tigres Asiáticos.
8 INSTRUMENTALIZAÇÃO:
Aula expositiva;
Pesquisa Bibliográfica;
Pesquisa no CEMUT;
Registro Audiovisual;
Palestras/ Debates;
Apresentação prática;
Fotografias
Avaliações.
9 – AVALIAÇÃO:
Prova
Participação
Responsabilidade e atitudes
Seminário (apresentação oral dos grupos)
10 – PRÁTICA FINAL
Alunos deverão saber a localização do continente asiático, principais aspectos culturais, principais riquezas econômicas daquele continente.
11 BIBLIOGRAFIA
GASPARIN, João Luiz. Uma Didática para uma Pedagogia Histórico Crítica. 2. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2003.
Introdução
Este projeto, trabalhado com as turmas de 9ª série, visa entender a complexidade que é o continente asiático, as novas configurações territoriais e econômicas do continente (que interferem em escala planetária), que perpassam pelo entendimento da geografia asiática, especialmente em se tratando dos emergentes China, Rússia e Índia, mas também o Japão, os Tigres Asiáticos, o Oriente Médio, enfim. Também dar-se-á ênfase as relações que o Brasil construiu com estes países.
1 TEMA
Continente asiático: geopolítica, economia, cultura
2 JUSTIFICATIVA
O projeto “Continente asiático e relações com o Brasil” consiste no em uma análise constituída pela disciplina de Geografia neste 3º bimestre, mas que possui boa relação com as disciplinas de História e Ensino Religioso no que tange a abrangência dos conteúdos.
A Ásia é o maior continente da Terra; em se tratando de geofísica, uma extensão da Europa, mas se tratando da questão cultural, de fato um continente, extremamente complexo e diversificado.
A maior parte da população da Terra está na Ásia, especialmente na China e na Índia, que superaram a cifra de 1 bilhão de habitantes. São países que possuem um gigantesco mercado consumidor, que vem prosperando, e que o Brasil comercializa bastante. A Ásia também é o continente berço da maior parte das religiões professadas no planeta, o que marca uma diversidade cultural impressionante.
Várias localidades abrangem significado importante, a partir de diversas possibilidades. Na Ásia, existem 3 das 7 maravilhas do mundo moderno: Petra na Jordânia, cidade esculpida na rocha calcária; Grande Muralha da China, que demonstra a capacidade de engenharia da milenar civilização chinesa; e o Taj Mahal, mausoléu indiano do século XVI.
Outra localidade que ganhou destaque internacional pode trazer a tona o debate da sustentabilidade ambiental: é o Mar de Aral, na Ásia Central. Os projetos de irrigação levaram ao colapso ambiental, com redução do tamanho do Mar, extinção de espécies e aumento da salinidade da água. Também desperta a curiosidade o estudo da formação da Cordilheira do Himalaia, “o teto do mundo”.
A questão religiosa também acaba despertando curiosidade e se pode estabelecer com as nossas vidas. É no Oriente Médio que surgiram as três grandes religiões monoteístas do mundo: judaísmo, cristianismo e islamismo. E outras religiões, como o hinduísmo, o sikhismo, o budismo e o xintoísmo ajudam a formatar as sociedades, seja na Índia, na China, no Nepal ou no Japão.
3 OBJETIVO GERAL
Oferecer aos alunos a análise geopolítica, econômica, cultural e física da Ásia.
4 OBJETIVOS ESPECIFICOS
* Proporcionar aos alunos o conhecimento geral sobre o continente asiático;
* Visualizar a relação entre os diversos países asiáticos com nosso país, bem como interferências culturais existentes em nosso dia a dia, que perpassam influências asiáticas;
5 CONTEÚDOS:
- China
-Índia
- Japão
- Oriente Médio e petróleo;
- Tigres Asiáticos (Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura, Malásia);
-Sudeste Asiático
- Ásia Central
6 PROBLEMATIZAÇÃO:
Como associar o estudo de países geograficamente distantes, culturalmente “estranhos” (diferentes) a vivência cotidiana de cada estudante?
7 PRÁTICA SOCIAL INICIAL
Efetivar a partir de diagnóstico explícito em aula dialogada, quais conhecimentos estes alunos possuem sobre a Ásia, sobretudo acerca da China, Índia, Japão, Oriente Médio, Tigres Asiáticos.
8 INSTRUMENTALIZAÇÃO:
Aula expositiva;
Pesquisa Bibliográfica;
Pesquisa no CEMUT;
Registro Audiovisual;
Palestras/ Debates;
Apresentação prática;
Fotografias
Avaliações.
9 – AVALIAÇÃO:
Prova
Participação
Responsabilidade e atitudes
Seminário (apresentação oral dos grupos)
10 – PRÁTICA FINAL
Alunos deverão saber a localização do continente asiático, principais aspectos culturais, principais riquezas econômicas daquele continente.
11 BIBLIOGRAFIA
GASPARIN, João Luiz. Uma Didática para uma Pedagogia Histórico Crítica. 2. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2003.
Projeto do 4o bim da EBM Jardim do Lago
PLURALIDADE CULTURAL: CULTURA AFRO-BRASILEIRA
Introdução
Este projeto, trabalhado com as turmas de 9ª série inicialmente, pelo fato de eles não terem estudado este continente no ano passado, e com as turmas de 8ª série, por estar na matriz curricular da Secretária de Educação, visa entender o continente africano em sua amplitude. Neste sentido, analisa-se historicamente a grandeza daquele continente, sua importância, sua heterogeneidade, e qual a influência a cultura africana tem no Brasil.
1 TEMA
África: povo, continente e pluralidade cultural.
2 JUSTIFICATIVA
O estudo do continente africano é significativo em Geografia, pelo fato de significar a existência de uma gama bastante diversificada de povos, distribuídos atualmente em 53 países. A presença da população negra, por todos os outros continentes, e em especial no Brasil, acabou se processando por maneira tortuosa, com o terrível processo de escravidão, acentuado no período das Grandes Navegações e do colonialismo; colonialismo este que causou enormes problemas de ordem econômico-social para a África, pois lá estão os países mais pobres do planeta, os piores indicadores sociais, fome, doenças, falta de estrutura básica . Mas muitas riquezas foram espoliadas no processo imperialista das nações europeias, e para piorar, foram acentuadas rivalidades étnicas históricas, e, após um demorado processo de descolonização, que se encerrou apenas na década de 70 do século passado, violentas guerra civis devastaram vários países africanos (Ruanda, Angola, Sudão, Nigéria, Somália, etc.).
Há também que se analisar a questão da existência da humanidade (que surgiu no continente africano) e ainda o fato de existirem reinos antigos, nas várias porções da África, bem como a heterogeneidade do continente. No norte da África, temos países como Egito, Argélia, Tunísia, Líbia e Marrocos, com população de origem árabe; grupos étnicos diferenciados como os berberes, os pigmeus, os bosquímanos, os zulus, etc.
Do ponto de vista da suas formações vegetais, há que se salientar a presença das savanas, com uma riqueza impressionante de fauna, as florestas equatoriais e tropicais, os desertos (como o Saara e o Kalahari).
Há ainda a questão específica da África do Sul. Este país, marcado no século XX pelo regime do apartheid, teve na eleição multirracial que conduziu Nelson Mandela a presidência, o surgimento de uma grande liderança, que mudou o cenário deste país. Após Mandela, a África do Sul se projetou, como país mais industrializado da África, faz parte do bloco comercial BRICS, realizou a Copa do Mundo de 2010 (pela primeira vez no continente africano)
E para finalizar, a questão da cultura afro-brasileira. Aproveita-se o conteúdo da matriz curricular, para debater e pesquisar a respeito da religiosidade (umbanda, candomblé, sincretismo religioso), a capoeira, a influência sobre a música (samba, axé, etc.), a miscigenação, as festas e tradições, a questão da escravidão e os problemas dos negros no Brasil hoje, os quilombos, o dia da Consciência Negra (20 de novembro), a influência na língua portuguesa.
3 OBJETIVO GERAL
Oferecer aos alunos a análise geopolítica, econômica, cultural e física da África.
4 OBJETIVOS ESPECIFICOS
* Proporcionar aos alunos o conhecimento geral sobre o continente africano;
* Visualizar a relação entre os diversos países africanos com nosso país, bem como interferências culturais existentes em nosso dia a dia, que perpassam influências africanas;
* Identificar a interferência africana na formação cultural brasileira.
5 CONTEÚDOS:
- África: visão geral do continente
- Riquezas, hidrografia, atividades econômicas, biodiversidade.
- Pobreza, fome, guerras, imperialismo.
- Apartheid, Nelson Mandela.
6 PROBLEMATIZAÇÃO:
Como associar o estudo de países geograficamente distantes, culturalmente “estranhos” (diferentes) a vivência cotidiana de cada estudante, bem como superar problemas relacionados a intolerância racial?
7 PRÁTICA SOCIAL INICIAL
Efetivar a partir de diagnóstico explícito em aula dialogada, quais conhecimentos estes alunos possuem sobre África.
8 INSTRUMENTALIZAÇÃO:
Aula expositiva e dialogada;
Pesquisa Bibliográfica;
Pesquisa no CEMUT;
Vídeos (sobre a Guerra Civil de Ruanda);
Palestras/ Debates;
Apresentação prática/Músicas;
Avaliações.
Filmes
Obs.: Foi trabalhado com os alunos o filme Invictus, que mostra a Copa do Mundo de Rúgbi, ocorrida na África do Sul, sob a presidência de Nelson Mandela. Foram sugeridos aos alunos ainda Hotel Ruanda, Tiros em Ruanda, Os deuses devem estar loucos ( os primeiros expõem a Guerra Civil de Ruanda e a vida dos bosquímanos, no terceiro filme).
As seguintes canções também foram trabalhadas (cada grupo pesquisou o contexto de cada uma, bem como interpretou as letras):
- Pérola Negra- fala do Ilê Ayê, bloco afro de Salvador;
- Mama Africa- fala da vida de uma negra pobre e associa a mulher, mãe solteira a Mãe África;
- Waving Flag- tema de propaganda para a Coca-Cola, mas originalmente uma música de protesto, que clama por liberdade;
- Waka Waka- foi tema de abertura da Copa do Mundo e fala da celebração, da festa, da integração, usando também frases em dialetos africanos
9 – AVALIAÇÃO:
Prova
Participação
Responsabilidade e atitudes
Seminário (apresentação oral dos grupos)
10 – PRÁTICA SOCIAL FINAL
Alunos deverão saber a localização do continente africano, principais aspectos culturais, principais riquezas econômicas daquele continente, seus problemas e fragilidades, e entender que o processo imperialista colaborou para que os piores indicadores sociais do planeta estão naquele continente.
11 BIBLIOGRAFIA
GASPARIN, João Luiz. Uma Didática para uma Pedagogia Histórico Crítica. 2. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2003.
SILVA, André Marcos de Paula e. História e Cultura Afro-Brasileiras. Curitiba: Expoente, 2008.
Introdução
Este projeto, trabalhado com as turmas de 9ª série inicialmente, pelo fato de eles não terem estudado este continente no ano passado, e com as turmas de 8ª série, por estar na matriz curricular da Secretária de Educação, visa entender o continente africano em sua amplitude. Neste sentido, analisa-se historicamente a grandeza daquele continente, sua importância, sua heterogeneidade, e qual a influência a cultura africana tem no Brasil.
1 TEMA
África: povo, continente e pluralidade cultural.
2 JUSTIFICATIVA
O estudo do continente africano é significativo em Geografia, pelo fato de significar a existência de uma gama bastante diversificada de povos, distribuídos atualmente em 53 países. A presença da população negra, por todos os outros continentes, e em especial no Brasil, acabou se processando por maneira tortuosa, com o terrível processo de escravidão, acentuado no período das Grandes Navegações e do colonialismo; colonialismo este que causou enormes problemas de ordem econômico-social para a África, pois lá estão os países mais pobres do planeta, os piores indicadores sociais, fome, doenças, falta de estrutura básica . Mas muitas riquezas foram espoliadas no processo imperialista das nações europeias, e para piorar, foram acentuadas rivalidades étnicas históricas, e, após um demorado processo de descolonização, que se encerrou apenas na década de 70 do século passado, violentas guerra civis devastaram vários países africanos (Ruanda, Angola, Sudão, Nigéria, Somália, etc.).
Há também que se analisar a questão da existência da humanidade (que surgiu no continente africano) e ainda o fato de existirem reinos antigos, nas várias porções da África, bem como a heterogeneidade do continente. No norte da África, temos países como Egito, Argélia, Tunísia, Líbia e Marrocos, com população de origem árabe; grupos étnicos diferenciados como os berberes, os pigmeus, os bosquímanos, os zulus, etc.
Do ponto de vista da suas formações vegetais, há que se salientar a presença das savanas, com uma riqueza impressionante de fauna, as florestas equatoriais e tropicais, os desertos (como o Saara e o Kalahari).
Há ainda a questão específica da África do Sul. Este país, marcado no século XX pelo regime do apartheid, teve na eleição multirracial que conduziu Nelson Mandela a presidência, o surgimento de uma grande liderança, que mudou o cenário deste país. Após Mandela, a África do Sul se projetou, como país mais industrializado da África, faz parte do bloco comercial BRICS, realizou a Copa do Mundo de 2010 (pela primeira vez no continente africano)
E para finalizar, a questão da cultura afro-brasileira. Aproveita-se o conteúdo da matriz curricular, para debater e pesquisar a respeito da religiosidade (umbanda, candomblé, sincretismo religioso), a capoeira, a influência sobre a música (samba, axé, etc.), a miscigenação, as festas e tradições, a questão da escravidão e os problemas dos negros no Brasil hoje, os quilombos, o dia da Consciência Negra (20 de novembro), a influência na língua portuguesa.
3 OBJETIVO GERAL
Oferecer aos alunos a análise geopolítica, econômica, cultural e física da África.
4 OBJETIVOS ESPECIFICOS
* Proporcionar aos alunos o conhecimento geral sobre o continente africano;
* Visualizar a relação entre os diversos países africanos com nosso país, bem como interferências culturais existentes em nosso dia a dia, que perpassam influências africanas;
* Identificar a interferência africana na formação cultural brasileira.
5 CONTEÚDOS:
- África: visão geral do continente
- Riquezas, hidrografia, atividades econômicas, biodiversidade.
- Pobreza, fome, guerras, imperialismo.
- Apartheid, Nelson Mandela.
6 PROBLEMATIZAÇÃO:
Como associar o estudo de países geograficamente distantes, culturalmente “estranhos” (diferentes) a vivência cotidiana de cada estudante, bem como superar problemas relacionados a intolerância racial?
7 PRÁTICA SOCIAL INICIAL
Efetivar a partir de diagnóstico explícito em aula dialogada, quais conhecimentos estes alunos possuem sobre África.
8 INSTRUMENTALIZAÇÃO:
Aula expositiva e dialogada;
Pesquisa Bibliográfica;
Pesquisa no CEMUT;
Vídeos (sobre a Guerra Civil de Ruanda);
Palestras/ Debates;
Apresentação prática/Músicas;
Avaliações.
Filmes
Obs.: Foi trabalhado com os alunos o filme Invictus, que mostra a Copa do Mundo de Rúgbi, ocorrida na África do Sul, sob a presidência de Nelson Mandela. Foram sugeridos aos alunos ainda Hotel Ruanda, Tiros em Ruanda, Os deuses devem estar loucos ( os primeiros expõem a Guerra Civil de Ruanda e a vida dos bosquímanos, no terceiro filme).
As seguintes canções também foram trabalhadas (cada grupo pesquisou o contexto de cada uma, bem como interpretou as letras):
- Pérola Negra- fala do Ilê Ayê, bloco afro de Salvador;
- Mama Africa- fala da vida de uma negra pobre e associa a mulher, mãe solteira a Mãe África;
- Waving Flag- tema de propaganda para a Coca-Cola, mas originalmente uma música de protesto, que clama por liberdade;
- Waka Waka- foi tema de abertura da Copa do Mundo e fala da celebração, da festa, da integração, usando também frases em dialetos africanos
9 – AVALIAÇÃO:
Prova
Participação
Responsabilidade e atitudes
Seminário (apresentação oral dos grupos)
10 – PRÁTICA SOCIAL FINAL
Alunos deverão saber a localização do continente africano, principais aspectos culturais, principais riquezas econômicas daquele continente, seus problemas e fragilidades, e entender que o processo imperialista colaborou para que os piores indicadores sociais do planeta estão naquele continente.
11 BIBLIOGRAFIA
GASPARIN, João Luiz. Uma Didática para uma Pedagogia Histórico Crítica. 2. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2003.
SILVA, André Marcos de Paula e. História e Cultura Afro-Brasileiras. Curitiba: Expoente, 2008.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Confira a trajetória do asteroide que se aproximará da Terra
Neste link, animação sobre como vai passar o asteroide (nenhuma chance de atingir nosso planeta). Mas vai passar mais próximo do que a distância da Terra em relação a Lua.
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2011/11/confira-a-trajetoria-do-asteroide-que-se-aproximara-da-terra-3553617.html
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Brasil 2020: uma Potência Solidária
Por Marcelo Salles e Fábio Balestro
O cálculo é da revista The Economist: em 2020 a China deixará os Estados Unidos para trás e se tornará a maior economia do planeta. Não por outro motivo os teóricos estadunidenses já fazem projeções para os próximos anos, considerando cenários que oscilam entre a cooperação e a competição entre os dois países. As gradações variam de acordo com os analistas e os ângulos considerados.
Nesse sentido, destaca-se um recente comentário de Kurt Campbell, conselheiro da Secretaria de Estado para o Leste Asiático e o Pacífico dos Estados Unidos. “Um dos desafios mais importantes para a política externa dos Estados Unidos é efetivar a transição do foco imediato do Oriente Médio para o longo prazo da Ásia”.
Considerando essa mudança de posicionamento dos Estados Unidos e o conturbado cenário europeu, em que o desemprego e a crise econômica se aprofundam, o melhor que temos a fazer nesse momento é estreitar os laços com os países latino-americanos e ampliar as relações com os africanos.
O Brasil deve, mais do que nunca, aproveitar algumas vantagens conquistadas pelo continente sul-americano, manifestadas com maior clareza nos últimos seis anos: o expressivo crescimento econômico regional, o significativo aumento da inclusão social, as amplas reservas financeiras acumuladas e o portentoso mercado interno que conquistamos. Isso tudo nos garante um razoável respaldo diante das turbulências externas. Em vez de ficar a reboque dos que estão em crise, devemos montar nossa própria agenda positiva nesta década. Esse é o melhor caminho para nos fortalecermos e, num futuro próximo, reunirmos melhores condições para enfrentar os grandes desafios que se avizinham de igual para igual com as potências mundiais.
Para tanto, é fundamental impulsionar as atividades da Unasul – União das Nações Sul-Americanas. Criada com grandes ambições geopolíticas e econômicas, a Unasul se destacou, entre outras ações, quando investigou o massacre em Pando, na Bolívia. A missão, liderada pelo Brasil em 2008, conseguiu reunir provas que tiveram grande importância na condenação e prisão do então governador Leopoldo Fernandéz, que agia em consonância com os interesses da direita separatista e da diplomacia estadunidense.
Ações como essa precisam ser retomadas, já que reforçam o pólo de poder regional e ampliam nossa governabilidade sobre a segurança de Nuestra América. Vale lembrar que são ações cujos contenciosos são resolvidos pela ação diplomática com base nas doutrinas sul-americanas do direito internacional, o respeito à soberania e à não-intervenção em assuntos internos dos Estados. Desse modo, ao passo que valorizamos a institucionalidade regional, afastamos a interferência de potências estrangeiras.
Dando continuidade às iniciativas da política externa e em complementação a ela, o ministro da Defesa, Celso Amorim, vai esta semana ao Peru, quinto país da região que visita desde que assumiu a pasta, em agosto. “Estamos tratando de garantir que haja um ‘cinturão de paz e boa vontade’ em nossa região. Isso requer muita compreensão dos problemas dos nossos vizinhos, sem arrogância ou falsos complexos de superioridade”, disse à Carta Maior.
África
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva priorizou o fortalecimento das relações comerciais do Brasil com o continente, visitando pelo menos 25 países e duplicando o número de embaixadas em seus dois mandatos.
Graças ao trabalho do então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, temos hoje 31 representações diplomáticas na África, à frente da Grã-Bretanha, com 26, que por contenção de custos está tendo de fechar embaixadas onde antes era senhora. Estados Unidos (46), Rússia (45) e China (42) seguem à frente do Brasil. Em termos de movimentação financeira, só estamos à frente da Rússia, que anualmente negocia US$ 3,5 bilhões com a região. O Brasil movimenta US$ 20 bilhões, ainda atrás da Índia (US$ 32 bilhões) e muito aquém da líder China (US$ 107 bilhões).
Em termos de cooperação, entretanto, a diferença vai muito além das cifras; enquanto esses países se dedicam ao tema com matizes imperialistas, buscando extrair o máximo do continente, e tratando o impacto sobre sociedades locais como pauta menor, a cooperação brasileira parte de um paradigma de solidariedade e imbui-se do espírito da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, que enfatiza em seu preâmbulo o conceito de família humana.
Essa diferença conceitual se verifica na prática absolutamente distinta entre o Brasil e as potências tradicionais quando cooperando com a África. Ao passo que as segundas inundam o continente com dinheiro repleto de condicionantes, a cooperação brasileira, ao centrar suas ações no desenvolvimento humano, contribui para a autodeterminação e emancipação das sociedades locais, especialmente através do intercâmbio de boas práticas em políticas públicas. Um bom exemplo é a cooperação iniciada pelo presidente Lula, e mantida pela presidenta Dilma, com Guiné-Bissau para a Promoção do Registro Civil de Nascimento.
“Para cada problema africano existe uma solução brasileira”, afirma o pesquisador africano, hoje em Harvard, Calestous Juma. E os africanos reconhecem isso, como registrou Celso Amorim em artigo publicado na revista CartaCapital, com o significativo título “A África tem sede de Brasil”. No entanto, reforça ele, para transformar essa realidade virtual em ato concreto será preciso muita persistência e visão de futuro. “Estou certo [que essas virtudes] continuarão a inspirar o governo Dilma, como inspiraram o de Lula”.
Esse tipo de cooperação fortalece os laços entre o Brasil e os países africanos, produzindo efeitos mais duradouros ao reconstituir e estabelecer vínculos e similaridades não apenas no plano institucional, mas também entre os nossos povos, que um dia foram um só, e ainda hoje permanecem conectados pela influência cultural que exercem mutuamente uns sobre os outros.
O Brasil está no caminho certo, mas precisa aproveitar a atual conjuntura histórica para aprofundar o que vem se convertendo em uma nova hegemonia latinoamericana, baseada nos princípios da cooperação e no respeito à autodeterminação dos povos. Assim passaremos de país emergente a uma grande potência mundial – não uma potência imperialista, como tantas outras, mas de um novo tipo, que apenas o povo brasileiro, em seu singular sincretismo étnico-cultural, na acepção de Darcy Ribeiro, seria capaz de criar: uma Potência Solidária.
Marcelo Salles é jornalista. Fábio Balestro é advogado e especialista no Estudo das Instituições Ocidentais (Universidade de Notre Dame).
Disponível em:http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/ate-a-vitoria-sempre/brasil-2020-uma-potencia-solidaria.html.Acesso em:07/11/2011
O cálculo é da revista The Economist: em 2020 a China deixará os Estados Unidos para trás e se tornará a maior economia do planeta. Não por outro motivo os teóricos estadunidenses já fazem projeções para os próximos anos, considerando cenários que oscilam entre a cooperação e a competição entre os dois países. As gradações variam de acordo com os analistas e os ângulos considerados.
Nesse sentido, destaca-se um recente comentário de Kurt Campbell, conselheiro da Secretaria de Estado para o Leste Asiático e o Pacífico dos Estados Unidos. “Um dos desafios mais importantes para a política externa dos Estados Unidos é efetivar a transição do foco imediato do Oriente Médio para o longo prazo da Ásia”.
Considerando essa mudança de posicionamento dos Estados Unidos e o conturbado cenário europeu, em que o desemprego e a crise econômica se aprofundam, o melhor que temos a fazer nesse momento é estreitar os laços com os países latino-americanos e ampliar as relações com os africanos.
O Brasil deve, mais do que nunca, aproveitar algumas vantagens conquistadas pelo continente sul-americano, manifestadas com maior clareza nos últimos seis anos: o expressivo crescimento econômico regional, o significativo aumento da inclusão social, as amplas reservas financeiras acumuladas e o portentoso mercado interno que conquistamos. Isso tudo nos garante um razoável respaldo diante das turbulências externas. Em vez de ficar a reboque dos que estão em crise, devemos montar nossa própria agenda positiva nesta década. Esse é o melhor caminho para nos fortalecermos e, num futuro próximo, reunirmos melhores condições para enfrentar os grandes desafios que se avizinham de igual para igual com as potências mundiais.
Para tanto, é fundamental impulsionar as atividades da Unasul – União das Nações Sul-Americanas. Criada com grandes ambições geopolíticas e econômicas, a Unasul se destacou, entre outras ações, quando investigou o massacre em Pando, na Bolívia. A missão, liderada pelo Brasil em 2008, conseguiu reunir provas que tiveram grande importância na condenação e prisão do então governador Leopoldo Fernandéz, que agia em consonância com os interesses da direita separatista e da diplomacia estadunidense.
Ações como essa precisam ser retomadas, já que reforçam o pólo de poder regional e ampliam nossa governabilidade sobre a segurança de Nuestra América. Vale lembrar que são ações cujos contenciosos são resolvidos pela ação diplomática com base nas doutrinas sul-americanas do direito internacional, o respeito à soberania e à não-intervenção em assuntos internos dos Estados. Desse modo, ao passo que valorizamos a institucionalidade regional, afastamos a interferência de potências estrangeiras.
Dando continuidade às iniciativas da política externa e em complementação a ela, o ministro da Defesa, Celso Amorim, vai esta semana ao Peru, quinto país da região que visita desde que assumiu a pasta, em agosto. “Estamos tratando de garantir que haja um ‘cinturão de paz e boa vontade’ em nossa região. Isso requer muita compreensão dos problemas dos nossos vizinhos, sem arrogância ou falsos complexos de superioridade”, disse à Carta Maior.
África
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva priorizou o fortalecimento das relações comerciais do Brasil com o continente, visitando pelo menos 25 países e duplicando o número de embaixadas em seus dois mandatos.
Graças ao trabalho do então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, temos hoje 31 representações diplomáticas na África, à frente da Grã-Bretanha, com 26, que por contenção de custos está tendo de fechar embaixadas onde antes era senhora. Estados Unidos (46), Rússia (45) e China (42) seguem à frente do Brasil. Em termos de movimentação financeira, só estamos à frente da Rússia, que anualmente negocia US$ 3,5 bilhões com a região. O Brasil movimenta US$ 20 bilhões, ainda atrás da Índia (US$ 32 bilhões) e muito aquém da líder China (US$ 107 bilhões).
Em termos de cooperação, entretanto, a diferença vai muito além das cifras; enquanto esses países se dedicam ao tema com matizes imperialistas, buscando extrair o máximo do continente, e tratando o impacto sobre sociedades locais como pauta menor, a cooperação brasileira parte de um paradigma de solidariedade e imbui-se do espírito da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, que enfatiza em seu preâmbulo o conceito de família humana.
Essa diferença conceitual se verifica na prática absolutamente distinta entre o Brasil e as potências tradicionais quando cooperando com a África. Ao passo que as segundas inundam o continente com dinheiro repleto de condicionantes, a cooperação brasileira, ao centrar suas ações no desenvolvimento humano, contribui para a autodeterminação e emancipação das sociedades locais, especialmente através do intercâmbio de boas práticas em políticas públicas. Um bom exemplo é a cooperação iniciada pelo presidente Lula, e mantida pela presidenta Dilma, com Guiné-Bissau para a Promoção do Registro Civil de Nascimento.
“Para cada problema africano existe uma solução brasileira”, afirma o pesquisador africano, hoje em Harvard, Calestous Juma. E os africanos reconhecem isso, como registrou Celso Amorim em artigo publicado na revista CartaCapital, com o significativo título “A África tem sede de Brasil”. No entanto, reforça ele, para transformar essa realidade virtual em ato concreto será preciso muita persistência e visão de futuro. “Estou certo [que essas virtudes] continuarão a inspirar o governo Dilma, como inspiraram o de Lula”.
Esse tipo de cooperação fortalece os laços entre o Brasil e os países africanos, produzindo efeitos mais duradouros ao reconstituir e estabelecer vínculos e similaridades não apenas no plano institucional, mas também entre os nossos povos, que um dia foram um só, e ainda hoje permanecem conectados pela influência cultural que exercem mutuamente uns sobre os outros.
O Brasil está no caminho certo, mas precisa aproveitar a atual conjuntura histórica para aprofundar o que vem se convertendo em uma nova hegemonia latinoamericana, baseada nos princípios da cooperação e no respeito à autodeterminação dos povos. Assim passaremos de país emergente a uma grande potência mundial – não uma potência imperialista, como tantas outras, mas de um novo tipo, que apenas o povo brasileiro, em seu singular sincretismo étnico-cultural, na acepção de Darcy Ribeiro, seria capaz de criar: uma Potência Solidária.
Marcelo Salles é jornalista. Fábio Balestro é advogado e especialista no Estudo das Instituições Ocidentais (Universidade de Notre Dame).
Disponível em:http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/ate-a-vitoria-sempre/brasil-2020-uma-potencia-solidaria.html.Acesso em:07/11/2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
O câncer do ódio e um imposto sobre fortunas para financiar a saúde
Por Renato Rovaí
Já li alguns bons artigos acerca da babaquice desse grupo de urubus e desclassificados que estão infestando a rede com pregações de ódio e desejos de morte à Lula. Entre os argumentos estapafúrdios, um desponta como principal, o de que Lula deveria se tratar num hospital do SUS, onde certamente morreria nas filas. Evidente que esse tipo de argumentação tem classe social. É de gente que não quer pagar um centavo de imposto para que o Sistema Único de Saúde melhore e que se indigna contra o “absurrrrrdo do Bolsa Família”.
Essa gente estúpida veio aos borbotões a este blogue neste últimos dias postar frases nojentas contra Lula. Enviei sem dó esses comentários para a lixeira. E faria o mesmo se o alvo fosse FHC ou José Serra. Em outros blogues tão nojentos quanto esse povo, esse argumentos pululam.
A assessoria do Ministério da Saúde me enviou alguns dados sobre o tratamento de oncologia no SUS, que aliás, é quem costuma tratar de todas as doenças de alta complexidade, coisa que essa gente preconceituosa desconhece. Mesmo quando eles pagam caríssimos planos privados, quando a doença é complicada e cara, quem banca o tratamento é o tal do SUS. Da mesma forma que são equipes de emergência do SUS que vão ao socorro deles e dos seus filinhos mimados quando em rachas de automóveis ou embriagados cometem acidentes horrorosos e criminosos.
Mais como qualquer debate não deve ser feito apenas no gogó, seguem alguns dados acerca de tratamentos de cancêr pelo SUS.
Nos últimos 12 anos, os gastos federais com assistência oncológica no país triplicaram, passando de R$ 470,5 milhões (em 1999) para cerca de R$ 1,8 bilhão (em 2010). Em 2011 o investimento ai ser de R$ 2,2 bilhões para o setor. Este aumento de recursos serviu para ampliar e melhorar a assistência aos pacientes atendidos nos hospitais públicos e privados que compõe o SUS, sobretudo para os tipos de câncer mais frequentes, como fígado, mama, linfoma e leucemia aguda.
Em relação a quantidade de frequências de procedimentos oncológicos oferecidos aos pacientes do SUS, isso aumentou em 41% desde que Lula assumiu o governo. Eram 19,7 milhões, em 2003 neste ano a previsão de procedimentos é de 27,8 milhões.
Nas cirurgias oncológicas o aumento foi de 40%, passando de 67 mil (2003) para 94 mil (estimativa 2011). Neste período, o número de procedimentos quimioterápicos dobrou – passou de 1,2 milhão (2003) para 2,4 milhões (2011/estimativa).
Há muitos outros números que serão esmiuçados numa matéria da edição de dezembro da Revista Fórum sobre o SUS. É evidente que ele pode melhorar. Mas se o SUS não está melhor a responsabilidade é da elite brasileira que fez uma campanha mentirosa para acabar com a CPMF de 0,25% para saúde, alegando que isso era danoso para a economia.
Este é o momento certo para dar uma resposta de alto nível a essa gente sem nível que quer a morte de Lula. Em sua homenagem os movimentos sociais e populares deveriam se lançar numa campanha pela criação de um imposto para a grandes fortunas com um único objetivo, financiar a sáude. Segundo o presidente da CUT, Arthur Henriques, em recente artigo, cobrando 1,5% de alíquota média anual sobre patrimônios que ultrapassassem 8.000 salários mínimos o país teria 30 bilhões de reais por ano para a saúde. Dinheiro considerado suficiente para darmos um salto de qualidade na área.
Por que não se lançar agora numa campanha para aprovar uma lei com esse caráter agora?
Disponível em:http://www.revistaforum.com.br/blog/2011/10/31/o-cancer-do-odio-e-um-imposto-sobre-fortunas-para-financiar-a-saude/. Acesso em:04/11/2011
Já li alguns bons artigos acerca da babaquice desse grupo de urubus e desclassificados que estão infestando a rede com pregações de ódio e desejos de morte à Lula. Entre os argumentos estapafúrdios, um desponta como principal, o de que Lula deveria se tratar num hospital do SUS, onde certamente morreria nas filas. Evidente que esse tipo de argumentação tem classe social. É de gente que não quer pagar um centavo de imposto para que o Sistema Único de Saúde melhore e que se indigna contra o “absurrrrrdo do Bolsa Família”.
Essa gente estúpida veio aos borbotões a este blogue neste últimos dias postar frases nojentas contra Lula. Enviei sem dó esses comentários para a lixeira. E faria o mesmo se o alvo fosse FHC ou José Serra. Em outros blogues tão nojentos quanto esse povo, esse argumentos pululam.
A assessoria do Ministério da Saúde me enviou alguns dados sobre o tratamento de oncologia no SUS, que aliás, é quem costuma tratar de todas as doenças de alta complexidade, coisa que essa gente preconceituosa desconhece. Mesmo quando eles pagam caríssimos planos privados, quando a doença é complicada e cara, quem banca o tratamento é o tal do SUS. Da mesma forma que são equipes de emergência do SUS que vão ao socorro deles e dos seus filinhos mimados quando em rachas de automóveis ou embriagados cometem acidentes horrorosos e criminosos.
Mais como qualquer debate não deve ser feito apenas no gogó, seguem alguns dados acerca de tratamentos de cancêr pelo SUS.
Nos últimos 12 anos, os gastos federais com assistência oncológica no país triplicaram, passando de R$ 470,5 milhões (em 1999) para cerca de R$ 1,8 bilhão (em 2010). Em 2011 o investimento ai ser de R$ 2,2 bilhões para o setor. Este aumento de recursos serviu para ampliar e melhorar a assistência aos pacientes atendidos nos hospitais públicos e privados que compõe o SUS, sobretudo para os tipos de câncer mais frequentes, como fígado, mama, linfoma e leucemia aguda.
Em relação a quantidade de frequências de procedimentos oncológicos oferecidos aos pacientes do SUS, isso aumentou em 41% desde que Lula assumiu o governo. Eram 19,7 milhões, em 2003 neste ano a previsão de procedimentos é de 27,8 milhões.
Nas cirurgias oncológicas o aumento foi de 40%, passando de 67 mil (2003) para 94 mil (estimativa 2011). Neste período, o número de procedimentos quimioterápicos dobrou – passou de 1,2 milhão (2003) para 2,4 milhões (2011/estimativa).
Há muitos outros números que serão esmiuçados numa matéria da edição de dezembro da Revista Fórum sobre o SUS. É evidente que ele pode melhorar. Mas se o SUS não está melhor a responsabilidade é da elite brasileira que fez uma campanha mentirosa para acabar com a CPMF de 0,25% para saúde, alegando que isso era danoso para a economia.
Este é o momento certo para dar uma resposta de alto nível a essa gente sem nível que quer a morte de Lula. Em sua homenagem os movimentos sociais e populares deveriam se lançar numa campanha pela criação de um imposto para a grandes fortunas com um único objetivo, financiar a sáude. Segundo o presidente da CUT, Arthur Henriques, em recente artigo, cobrando 1,5% de alíquota média anual sobre patrimônios que ultrapassassem 8.000 salários mínimos o país teria 30 bilhões de reais por ano para a saúde. Dinheiro considerado suficiente para darmos um salto de qualidade na área.
Por que não se lançar agora numa campanha para aprovar uma lei com esse caráter agora?
Disponível em:http://www.revistaforum.com.br/blog/2011/10/31/o-cancer-do-odio-e-um-imposto-sobre-fortunas-para-financiar-a-saude/. Acesso em:04/11/2011
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