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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Mobilização de estudantes em favor da greve do magistério estadual em Chapecó-SC

Disponível em:http://sinteregionalchapeco.blogspot.com.br/2012/04/mobilizacao-dos-estudantes-em-favor-dos.html#comment-form. Acesso em: 25/04/2012

quinta-feira, 22 de março de 2012

Fisiologismo não, Dilma sim













Disponível em:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/03/21/ines-dilma-enfrenta-chantagem-do-congresso/. Acesso em: 22/03/12


Nota do blogueiro: Por isso insisto sempre. As pessoas precisam votar melhor para o Legislativo. Votar em quem tem compromisso com categorias de trabalhadores, compromissos sociais, com a educação, com a saúde, públicas e de qualidade. Não votar em quem gasta demais, quem compra votos, quem representa a si mesmo, ou interesses burgueses e empresariais (negócios com o governo). Diminuir a representatividade política do PMDB significa reduzir o fisiologismo (e aí incluímos o ex-governador LHS).

“Quem defende torturador é monstro”

“Quem defende torturador é monstro”, diz Capitão de Mar e Guerra
Por Ana Helena Tavares, do Assaz Atroz

Meados de 2009. O então ministro da defesa, Nelson Jobim, o ex-chefe da polícia de Lacerda, Gustavo Borges, o ex-ministro do Exército do governo Sarney, general Leônidas Pires Gonçalves, e a então ministra do STF, Ellen Gracie; se reúnem para um jantar. “O que ela estava fazendo com esse tipo de gente?”, pergunta-se Santa Rosa.

Abril de 2010. A Lei de Anistia é votada no STF (ADPF 153) e Ellen Gracie, seguindo voto do relator, Eros Grau, e de outros ministros, mantém a anistia aos torturadores.

Início de 2012. Militares da reserva, saudosos de 64 – ano em que, para eles, houve uma revolução – assinam manifesto criticando a Comissão da Verdade. Enquanto isso, dois militares legalistas, cassados em 64 – ano em que foram presos por não compactuar com um golpe – assinam carta-aberta defendendo a mesma Comissão e criticando a “insubordinação e quebra de hierarquia, inaceitáveis na vida militar” contidas no outro manifesto.

Os signatários da carta, que pode ser lida clicando aqui, são Fernando de Santa Rosa e Luiz Carlos de Souza Moreira. Ambos são advogados e militares reformados da Marinha, sendo hoje Capitães de Mar e Guerra. O Quem tem medo da Democracia? [QTMD?] conseguiu contato com os dois. Por problemas de saúde na família, Souza Moreira não pôde dar seu depoimento. Porém, disse sentir-se representado por Santa Rosa, que concedeu longa entrevista exclusiva para o QTMD?, na qual contou sobre o encontro narrado no início deste texto.

Segundo ele, o jantar foi na casa do filho do general Leônidas Pires Gonçalves. Filho este que, depois de vários bons empregos, teria enriquecido depois de ganhar o cargo de diretor financeiro da Rede Globo. Para o militar reformado, isso é o que se pode chamar de “bolsa-ditadura”.

“Mal julgados”
Como advogado, Santa Rosa atua há décadas na defesa de ex-presos políticos e acredita que todos os militantes de esquerda, que lutaram contra a ditadura, já foram investigados e punidos. “O filho de Nelson Rodrigues, que esteve preso, tratado barbaramente na prisão, tem que ser julgado de novo? Quer dizer que está mal julgado?, pergunta-se Santa Rosa. E continua: “Eles (os torturadores) é que ainda não deram a cara a tapa. Foram anistiados de quê, se não houve condenação? Só na cabeça do Peluso… Agora, se houver uma lei que anule a anterior (da Anistia), pronto… O Congresso pode fazer isso, como foi na Argentina.”

“Fruto do medo”
Ele acredita que a expressão revanchismo (muito utilizada por quem é contra a Comissão da Verdade) “é fruto do medo” e não vê conexidade entre os crimes dos dois lados, como entendeu o STF. “Não pode haver conexão entre um crime de um representante do Estado e o crime daqueles que combatem o Estado ditatorial”. Além da tortura, dentre os crimes imprescritíveis cometidos pelos agentes do Estado, está a ocultação de corpos, considerado “crime continuado” (que ainda não terminou). Santa Rosa considera que o Brasil tem que cumprir a condenação da OEA e lembra que “agora até a ONU está pressionando”.

“Comunismo”
O conhecido argumento de que os militares golpistas “livraram o Brasil de uma ditadura comunista” é completamente refutado por Santa Rosa. “Não se pode ser comunista?”, pergunta ele. “E nem todos eram! Existia naquela época o maniqueísmo. Se você não era lacerdista, você era comunista. Se você não era da direita, você era comunista. Se você era legalista, você era comunista… Porque, para ser legalista, tinha que ser anti-Lacerda… Então era o quê? Comunista! Isso não era só nas Forças Armadas. Era em tudo. Se você era nacionalista, era comunista… Mas o comunista nunca foi nacionalista… Era muito mais internacionalista… E hoje quem é internacionalista é o capital… Você vê o absurdo da história… Eu vim, em 1962, para o Rio de Janeiro. Estava fervendo a luta sindical, que não tinha nada de comunismo! O que havia era uma luta muito grande de exigências dos trabalhadores com os patrões… O capital e o trabalho… Sempre! Nunca foi diferente… Mas esses caras (os golpistas), para justificar o que fizeram, começaram a dizer que era para implantar o comunismo no Brasil.”.

Contexto histórico
Todos os principais acontecimentos que antecederam o golpe de 64 – desde a 2ª Guerra Mundial, as várias fases de Getúlio Vargas, o Marechal Henrique Teixeira Lott, que garantiu a posse de JK, a renúncia de Jânio Quadros, a Cadeia da Legalidade de Leonel Brizola até a queda de João Goulart – tudo foi detalhado por Santa Rosa, no início de nossa conversa. O QTMD? disponibiliza o áudio completo, que chega a quase duas horas sem cortes, [para assistir, clique] neste link.

Falando da campanha “O petróleo é nosso”, o Capitão de Mar e Guerra reformado citou a nossa fartura petrolífera como um exemplo de que “somos um país rico que é roubado pelos enganadores do império. Você nunca viu um general americano num tribunal internacional, né? Eles fazem e pedem desculpas… ou nem pedem”.

Mídia: “o quarto poder” [Nota AA: O primeiro deveria ser a vontade do povo]
Santa Rosa comentou que ”não deu pra entender Miriam Leitão e O Globo entrando nessa história. Quando um carro da Globo está na rua, leva pedrada, por quê? Não é à toa… É a desinformação!” Lembrou ainda que “a Folha emprestava os carros de reportagem para os torturadores” e frisou que ”a mídia no Brasil, desde sempre, representou um quarto poder”.

Sobre Carlos Lacerda, recordou que ele chamava Alzirinha, filha de Getúlio, de “prostituta pra baixo” e a acusava de promover “bacanais em Paris”. Além disso, disse que “Lacerda tinha um grupo que fazia a segurança dele, que contava com oficiais da FAB e da Marinha. Daí o caso do Major Vaz, assassinado na Rua Tonelero. O que ele estava fazendo ali? Era capanga do Lacerda!”.

Desse modo, Santa Rosa deixou claro que, desde os tempos de Vargas, parte da imprensa brasileira e empresários estrangeiros representavam a ponta civil do golpe que se concretizaria em 64. Num dado momento, “as forças armadas entraram nisso também”.

Enfatizou o “também” e detalhou: “O Brigadeiro Eduardo Gomes, remanescente dos 18 do Forte, em 1945 se candidatou à presidência e perdeu para a UDN. Eles (a UDN) nunca ganharam nada democraticamente, foram sempre golpistas. Depois, ele se candidatou em 1950 e foi fragorosamente derrotado (aí, sim, no voto) por Getúlio. Então, o Brigadeiro Eduardo Gomes levou a política para dentro da FAB (Força Aérea Brasileira) e isso repercutiu na Marinha.”

A difamação de Getúlio e outras tentativas de golpe
O atentado da Rua Tonelero aconteceu em 1954, mesmo ano em que Santa Rosa fez o “juramento à bandeira” na Escola Naval. “Getúlio esteve lá (no dia do juramento), mas não deixaram a guarda dele entrar junto. Foram os aspirantes da Escola que fizeram a segurança para poderem continuar com as agressões ao presidente da República. Isso foi em 11 de Junho, eu recebi meu espadim… Depois que Getúlio se suicidou, a primeira coisa que o comandante da Escola Naval fez foi reunir o corpo de aspirantes e dizer que a carta-testamento era mentirosa. Aí cria-se uma série de histórias para continuar a desmoralizar Getúlio…”

Nos anos JK, “houve duas tentativas de golpe, conhecidas como Aragarças e Jaquereacanga.” Segundo Santa Rosa, “muitos golpistas de 64 participaram dessas tentativas anteriores. E, em 61, quando Jânio Quadros renunciou e seu vice João Goulart precisou voltar às pressas da China, houve ameaça de abaterem o avião presidencial”. (Nota AA: Tá vendo, presidenta Dilma?]

A prisão de Santa Rosa e a concretização do golpe de 64
“Um dia, eu estava de serviço aqui no RJ e soube que o meu ex-comandante em Salvador havia sido nomeado por João Goulart como superintendente da Costeira (Companhia Nacional de Navegação Costeira). Então, eu quis dar um abraço nele. Ele morava na rua Tonelero. E me convidou para ir com ele para a Costeira. Eu fui… Estava iniciando o mês de Março de 64. No dia 13, houve o comício (de João Goulart) na Central do Brasil. Meu chefe disse: ‘Vai lá e veja como está o pessoal da Costeira’. Cheguei lá… A polícia do Exército tinha feito uma área em volta do palanque para repórteres. Eu fui para essa área e a TV Rio me deu um close… Quando chegou na Semana Santa (pertinho do golpe), os marinheiros se rebelaram, mas não com armas… Fizeram um movimento de protesto dos metalúrgicos de São Cristóvão… Aí começou o bolo… Eu era Capitão-Tenente e tinha uma função de governo: eu era assessor de confiança do superintendente da Costeira. E foram me dadas instruções para acompanhar pessoalmente a crise… Houve o último discurso de Jango e um advogado amigo meu me disse: ‘Pelo discurso, ele tá caído…’ Dia 31, fiquei na Costeira. Dia 1º, voltei pra casa, passei pela sede da UNE e estava sendo incendiada… E tinha um monte de gente com bandeiras brancas invocando Jesus… Porque a Igreja Católica apoiou o golpe, no início. Bom, aí no dia 6 eu me reapresentei na Costeira e… fui preso! Fiquei 58 dias preso no navio Princesa Leopoldina. E aí já estavam matando gente… No dia 4 de Abril, mataram, com 7 tiros pelas costas, o coronel aviador Alfeu, na base aérea de Canoas. São esses caras (que matam pelas costas) que hoje são tidos heróis… Tem um Brigadeiro Hipólito, que desde Major, na época do ‘Petróleo é Nosso’, já torturava sargentos em bases aéreas do Nordeste. Isso está na ‘História Militar do Brasil’, do general Nelson Werneck Sodré.”, contou Santa Rosa.

E nunca acontece nada com “esses caras”?
“Nada! Eles são ótimos! Os comunistas somos nós… Os terroristas… Eles não… São todos honestos! Como era o Major Albernaz… Você sabe o que esse animal fez? Animal não! Não vou xingar os animais! Esse cara é monstro! E os que defendem essa gente são monstros também! Por omissão e por adesão… O general Paiva (que deu entrevista a Miriam Leitão) falou tanta idiotice… E olha que o militar, quando chega ao posto de general, não é um bobo… Ele chega por qualidades… Mas esse general não tem consciência de coisa nenhuma, não tem nem alma! Eu tive pena da entrevista dele. Ele não respondeu nada. Eles se apoiam numa anistia escandalosa que dizem que foi negociada. Foi nada! Isso foi o general Figueiredo que impôs. A história do Frei Tito, por exemplo… O Major Albernaz pegou ele, um rapaz de 28 anos, e disse: ‘abre a boca que vai receber a hóstia sagrada’…. Com o Frei Tito já todo escangalhado, destruído, o Major meteu dois fios de eletricidade, um positivo outro negativo, e deu uma descarga elétrica na boca dele… Isso está descrito com detalhes no livro ‘Batismo de sangue’, do Frei Beto. Então, esses são os homens salvadores da pátria.”, desabafou Santa Rosa, carregando na ironia.

Ministério da Defesa: “um biombo de fascistas”
A cassação de Fernando de Santa Rosa foi publicada no Diário Oficial de 25 de Setembro de 1964. E até hoje ele não foi totalmente anistiado. “Eles procuram dificultar e interpretar toda a legislação subsequente de modo a prejudicar, principalmente, os militares cassados. Porque os civis quem está tratando disso é a Comissão de Anistia e o Ministério do Planejamento, pela Lei 10559. Quanto aos militares, cabe à Comissão de Anistia e ao Ministério da Defesa, que é um biombo de fascistas! Os milicos fascistas pululam lá e conseguiram dominar o CONJUR, a Consultoria Jurídica, que nada mais é que uma parte da AGU (Advocacia Geral da União). Já chegou ao ponto de o CONJUR do Ministério da Justiça se chocar com a do Ministério da Defesa. A obrigação que o Ministério da Defesa tem é de cumprir as decisões publicadas por portaria do Ministro da Justiça. Mas eles pressionam e querem mudar”, disse Santa Rosa.

“Eles se acham a justiça”
I Curso de Direito das Funções Militares
Santa Rosa explicou que este curso foi em 2009. Segundo ele, “o problema é que a OAB não tomou conhecimento.O curso foi dado por altos oficiais militares. O que essa gente sabe de Direito para ensinar desembargadores, magistrados e juízes como julgar? E ainda põem um cadete apresentando o espadim… Cadê o símbolo da Justiça se é um curso de Direito? Eles se acham a Justiça e tem aí um desembargador fascista (sublinhado) que só julga o que eles querem…”

A ação da OAB para revisar a Lei de Anistia (ADPF – 153)
Quem entrou com a ação, em 2009, foi o então presidente da OAB, Cezar Brito. De acordo com Santa Rosa, … “para tratar desse problema desses torturadores, genocidas, assassinos. Esse pessoal estranho que está fazendo assinaturas para virar a página… Que página que vai virar? Choque elétrico, cadeira do dragão, coroa de Cristo (um aro de metal colocado na cabeça e apertado até estourar o crânio)… Esses caras querem que esqueça porque não foi na mãe deles! Nem na esposa, nem nos irmãos, nos filhos… Foi no dos outros! Aí querem que esqueça, porque eram ‘comunistas’… Como se comunista não pudesse pensar, não pudesse existir! E (como já disse) nem todos eram… Hoje, eu sei o que é comunismo. Esses porcarias não sabem nada, porque não leem! Leem ‘Seleções’, aquela revista americana…”

“Eros Grau teve vergonha e jogou a toga pra lá”
A relatoria da ADPF-153 caiu nas mãos do então ministro do STF, Eros Grau – que foi torturado na ditadura – e votou a favor da anistia aos torturadores. Esse foi o seu último julgamento. Para Santa Rosa, “foi um fim melancólico para Eros Grau. Ele teve vergonha, jogou a toga pra lá e nunca mais deu as caras”.

“Não se faz anistia para o futuro”
Santa Rosa diz que gostaria de perguntar ao general Luiz Eduardo Rocha Paiva (que deu entrevista a Miriam Leitão defendendo a anistia aos torturadores) se a morte de D. Lida Monteiro (durante atentado à OAB em 1980) e a bomba do Riocentro (em 1981) – onde, conta Santa Rosa, “estava o Coronel Wilson, segurando as vísceras” – estão anistiadas. Foram posteriores à Lei de Anistia, de 1979, e “não se faz anistia para o futuro”, garante o advogado e militar.

O pensamento dos militares da ativa
Segundo o general da reserva disse em entrevista a Miriam Leitão, o pensamento dele reflete o do pessoal da ativa. O militar reformado Fernando de Santa Rosa discorda. “Eu frequentava o Clube Naval. Nunca mais fui lá, porque não me sinto bem. Tinha um Capitão de Fragata, da ativa, rapaz novo, muito educado… Eu sou espírita e um dia eu o encontrei num Centro. Ouvimos uma palestra muito bonita. Somos amigos e, quando saímos, ele veio falar comigo e pediu que eu falasse um pouco sobre ‘esse negócio de tortura’… Falei… E ele disse: ‘eu acredito’. Ele foi até comandante do porta-aviões São Paulo. Então, eu digo com toda certeza que eles querem fazer uma consciência chapada, à força, mas existe liberdade de pensamento. Inclusive, nas leis militares, ordem errada pode ser contestada. E existe o direito de ir ao Judiciário. Eles põem na cabeça das novas gerações militares que não pode ir e muitos se prejudicam porque têm medo de serem perseguidos lá dentro. Dizem que a Marinha é aristocrata, mas vai ver quantas assinaturas têm (no manifesto contrário à Comissão da Verdade)… Se tiver dez da Marinha é muito. Só dá verde-oliva! O dever (dos militares) é servir ao país e não ganhar o dinheiro do povo para trair o país. É o que muitos fazem desde 64 nos Clubes Militares”, frisou Santa Rosa, que diz não ter interesse em ser integrante da Comissão da Verdade e não acha que deveria haver militares entre os membros.

“Fosso de lideranças”
Para Santa Rosa, a ditadura militar “criou um fosso de lideranças. Não houve renovação. O futuro desse país se cria num Campus Universitário. Por isso, esses Campus têm que ter liberdade de troca de idéias. Não interessa se é fascista, se é comunista, se é democrata: tem que haver discussão! E o que eles fizeram na ditadura? Invadiram as faculdades, introduziram militares espiões para prenderem as lideranças. Para amedrontarem! Eu estava na Faculdade Nacional de Direito e vi lá dentro o nascimento da luta armada. Porque essa meninada não tinha mais para onde correr… Eu chegava na minha faculdade, todo dia era faculdade cercada. Perguntava: O que houve? Diziam: ‘Nada!’”

A importância para a sociedade
Santa Rosa calcula que “cerca de 70% da população brasileira de hoje não viveram a ditadura.” E, para ele, muitos destes estão “alienados pelas mentiras contadas durante mais de 25 anos. A maioria de nossa juventude se perdeu… É preciso criar consciência para que esse povo saiba a história desse país. A educação está uma tragédia, que começou com Jarbas Passarinho. Estamos pagando esse pato até hoje”.

Clique aqui e assista a Santa Rosa falando sobre a importância dessa discussão para a sociedade.

A presidente Dilma e o Congresso
Quanto à atuação de Dilma, Santa Rosa considera que ela “recebeu uma herança maldita no Congresso e está fazendo o que pode. Está difícil para ela equilibrar isso. Não temos um Congresso confiável. Tirando meia dúzia, o resto é ladrão. O PMDB não é o de Ulysses Guimarães… Isso é a quadrilha! O PMDB não lança candidato à presidência da República… Eles querem ficar atrás pra comer! Esses partidos querem dar apoio ao governo, mas a troco de ministério com porteira fechada. Parece uma fazenda… É um loteamento do dinheiro público! E tem ralo desde o governo federal, até os estaduais e os municípios. E o pior: esse tipo de político acha que o dinheiro público é um dinheiro sem dono. Como eu já vi um prefeito dizer.”

“Se ela fizer um troço malfeitinho…”
“A Dilma está toureando isso tudo e ainda tem gente de esquerda danado com essa moça… Eu me ponho no lugar dela e não queria isso para mim! Criticar é muito fácil… Quero ver dar solução… Se ela fizer um troço malfeitinho, desaba tudo e dá brecha… Não pense você que não existe conspiração… Sempre existiu! Não vejo possibilidade de novo golpe, mas em 64 também não se via… Naquela época, era a ‘casa da mãe Joana’… Hoje, ainda é, mas o Brasil está sendo respeitado pela situação econômica”, analisa Santa Rosa.

“De que barro és feito?”
Fernando de Santa Rosa declama um poema para os torturadores: “Tu comes e dormes, apesar do teu ofício? De que barro és feito, afinal, torturador?”

“Ditadura das elites”
“Não vivemos mais numa ditadura militar, mas vivemos numa ditadura das elites. E quem representa as elites é o Congresso. O político depende da consciência do povo. Se o povo pressionar, eles mudam. Eles têm medo da democracia”, conclui Fernando de Santa Rosa.

Esta entrevista é a 11ª de uma série. Clique aqui para conferir as anteriores. Observação do blogueiro: ver link abaixo

Disponível em: http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/quem-defende-torturador-e-monstro.html. Acesso em: 22/03/12

TV Cultura: uma nova privataria em curso

Por Joaquim Ernesto Palhares, da Carta Maior

A ninguém mais é dado o direito de supor que o colapso da ordem neoliberal conduzirá, mecanicamente, à redenção da esfera pública na vida da sociedade. O que se verifica em muitos países, sobretudo na Europa, é que o pior pode acontecer. A imensa reconstrução a ser enfrentada ainda espera por seus protagonistas históricos. Em muitos casos, sequer existe o que recuperar. A crise realçou carências antigas; respostas nunca antes contempladas de fato, aguardam uma equação inovadora.

Esse é o caso, por exemplo da democratização da mídia. Em São Paulo, nesse momento, o esfarelamento da TV Cultura, uma emissora pública que nunca assumiu integralmente a sua vocação, é uma referência dos desafios a superar.

A exceção de um pequeno hiato nos anos 80, quando, inclusive, alcançou índices de audiência de até 14 pontos, a televisão pública paulista teve seus objetivos desvirtuados pela asfixia, ora financeira, ora política. Ou, como acontece agora, espremidos pelo duplo torniquete de constrangimentos institucionais e econômicos.

Dela pode-se dizer que até hoje não superou uma crise de identidade que conduz a permanente oscilação entre ser um canal estatal, um veículo público ou um arremedo amesquinhado de emissora comercial.

A longa agonia da TV Cultura de São Paulo está longe de ser um problema apenas financeiro, como se alardeia, e menos ainda de natureza técnica. Nichos de qualidade indiscutível comprovaram a capacidade dos profissionais que ali passaram de gerar uma programação diferenciada, irretocável competência. Suas raízes são políticas, agravadas pelo peso de uma agenda histórica que hoje definha. Aqueles que decretaram a irrelevância da esfera pública na construção da sociedade brasileira e de seu desenvolvimento não poderiam jamais ter um projeto coerente de emissora de televisão, voltada para os interesses gerais da cidadania.

Esse é o cerne da montanha-russa vivida pela TV pública paulista nas últimas décadas. Ele explica por que, no Estado mais rico da federação, uma emissora criada há 45 anos, ainda não sabe a que veio; não tem laços orgânicos com a cidadania; não dispõe de estrutura estável de financiamento e, sobretudo, continua a mercê do arbítrio de governantes de plantão que nomeiam e cortam cabeças ao sabor de suas conveniências fiscais e, pior que isso, eleitorais.

A crise da TV Cultura, é forçoso repetir, alinha-se a um processo corrosivo que, por quase três décadas, hostilizou, desdenhou, induziu ao sucateamento e estigmatizou aos olhos da opinião pública tudo o que não fosse mercado; tudo o que não fosse interesse privado, que não refletisse uma eficiência medida em cifras e valores negociados em bolsa, foi desqualificado e loteado.

Nesse funeral da coisa pública, seria um milagre se a emissora de TV do Estado que se notabilizou como a trincheira ideológica desse credo, tivesse outro destino que não o recorrente arrastar de demissões, o liquidacionismo de acervos, programações e talentos. Tudo a desembocar num eterno e desairoso recomeço rumo a lugar nenhum.

A essa montanha desordenada de impulsos irrefletidos agrega-se agora um novo golpe: o loteamento da grade de programação pública aos veículos de mídia privada, alinhados à doutrina e aos interesses dos ocupantes do Palácio dos Bandeirantes.

Reconheça-se a pertinência de um espaço ecumênico de debate jornalístico numa televisão pública, como contraponto à insuficiência – para dizer o mínimo – do noticioso oferecido pela maioria das emissoras comerciais.

Não é disso, porém, que se trata. Quando se concede, unilateralmente, a uma corporação midiática, caso da Folha de São Paulo, 30 minutos semanais, em horário nobre, o que se sugere é uma apropriação do sinal público pela endogamia de interesses que não são os da sociedade.

A construção de uma verdadeira emissora pública de televisão em São Paulo -e no Brasil – não é um capricho ideológico, mas uma necessidade da democracia brasileira. Trata-se de um serviço que a lógica privada do lucro não se dispõe, nem tem condições de atender.

Não é fazendo da TV Cultura um anexo do ‘jornalismo amigo’ produzido na Barão de Limeira que esse objetivo será alcançado.

O desmonte da TV Cultura tem que ser interrompido. Mais que isso, hoje ele tem condições de ser contrastado. O colapso da hegemonia neoliberal reforçou o discernimento da sociedade para a urgente necessidade de se construir exatamente o inverso do que se arquiteta sob as asas da Fundação Padre Anchieta. Ou seja, substituir a dominância dos interesses privados pela regulação democrática das demandas e aspirações da sociedade.

Em São Paulo, o primeiro passo nessa direção tem que ser dado agora. É preciso impedir que uma privatização anômala do sinal público seja consumada na TV Cultura.

Disponível em:http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/tv-cultura-uma-nova-privataria-em-curso.html. Acesso em: 22/03/12.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Link do Vídeo A História das Coisas

Para quem quiser trabalhar temas como Sustentabilidade, Direitos Humanos, Capitalismo, Diversidade, Consumismo, Ética Ecológica. Aí vai o link:
http://video.google.com/videoplay?docid=-7568664880564855303

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Caso Chiarello: laudos tem conclusões diferentes

De acordo com o advogado da família do vereador, Sérgio Martins de Quadros, o segundo laudo aponta nesse sentido pois não foram encontradas evidências de luta corporal e outros elementos que indicassem o homicídio. A tese é que o vereador teria se apoiado na cama para se enforcar.

-Esse laudo foi arranjado- acusou, atribuindo a influência de interesses políticos. –Da forma que está o inquérito será arquivado- avaliou.

Martins de Quadros disse que o primeiro laudo tem evidências de descartam o suicídio, como o sangue que escorreu na horizontal.

- Ele teria que ter se enforcado no chão e depois se pendurado- argumentou.

Ele acredita que o vereador foi morto, amarrado no chão e depois pendurado, pois havia dois sulcos no pescoço do vereador, a fita era menor que a circunferência do pescoço e o nó era firme.

– O nó foi feito por profissionais e o crime tem técnicas militares- avaliou o advogado.

Ele cogita que especialistas atuaram na morte de Chiarello. Ele afirmou que o vereador não tinha motivo para cometer suicídio e, na sexta-feira anterior ao crime, ocorrido numa segunda-feira, tinha conversado com Chiarello sobre novas denúncias de uso da máquina pública em favor pessoal, suspeita de fraude nas planilhas de transporte coletivo e o encaminhamento de um pedido de impeachmeant contra o vereador Dalmir Pelicioli (PSD), alvo de denúncias de improbidade administrativa que resultaram no seu afastamento do cargo de superintende da Prefeitura no bairro Efapi.

O presidente estadual do PT, José Fritsch, também contesta a tese de suicídio.

–O que vale é o primeiro laudo o resto é manipulação- declarou. Fritsch disse que há indícios de homicídio como lesão na cabeça e no nariz e sangue nas costas do vereador.

Fritsch reclamou do segredo de justiça no inquérito. –É uma vergonha, não pode ter segredo de justiça num caso deses- afirmou. O PT deve pedir que um promotor de justiça acompanhe o caso.




>> Ausência de ligações no celular será argumento para federalização




Diretor do IML diz que laudo é técnico e IGP é isento de política

O Diretor do Instituto Geral de Perícias José Maurício da Costa Ortiga rebateu que o advogado da família de Chiarello está sendo pago para contestar as informações. –Ele diz o que quer mas a verdade é uma só- declarou. Ele destacou que a elaboração do laudo leva em conta os fatos, pois foram realizados exames de DNA, e todo o trabalho foi técnico. –O IGP é isento de política- afirmou. Ele não vê problema que o primeiro laudo apontou indícios de homicídio e a avaliação de outros peritos tenha sido por suicídio.

- Já pensou se todo mundo torcesse pro Flamengo- comparou.

O diretor do IML só aguarda a liberação do segredo de justiça para fornecer as informações. O delegado que preside o inquérito, Ronaldo Neckel Moretto, já solicitou a quebra do sigilo para a justiça.

Ortiga não disse abertamente que o laudo aponta para suicídio mas chegou a declarar “que todo mundo já sabe” e que o delegado Geral Aldo Pinheiro D’Ávila já teria dado declarações nesse sentido.

Ávila negou que tenha confirmado que o laudo do IGP tenha concluído pelo suicídio.

– Não disse que foi homicídio nem suicídio pois não vi esse segundo laudo- afirmou.

O delegado geral afirmou que isso será apontado pelos delegados responsáveis pelo caso. –Os laudos mais a investigação é que vão definir- explicou. Ele também rebateu as críticas do PT e do advogado da família afirmando que o inquérito policial é neutro.




Linha do tempo

25 de novembro: Marcelino liga para o suplente Euclides Silva dizendo que vai renunciar ao mandato.




26 de novembro: Marcelino vai na casa do deputado federal Pedro Uczai, diz que vai renunciar e afirma que está sendo ameaçado.




27 de novembro: Marcelino passa o final da tarde e o início da noite na área da casa, com a mulher e o filho.




28 de novembro: Vereador dá apenas três aulas na escola Pedro Maciel, vai para casa e é encontrado morto no final da manhã. Tese inicial é de suicídio mas polícia afirma que é homicídio.




29 de novembro: Vereador é enterrado no cemitério Jardim do Éden, centenas de pessoas prestam homenagem.




30 de novembro: advogado criminalista Luiz Eduardo Greenhalgh vai a Chapecó para acompanhar o caso. Vereador Dalmir Pelicioli (PSD), afastado da superintendência da Efapi por denúncias que teriam Chiarello como um dos autores, dá coletiva dizendo que não tem nada a ver com o crime. Alunos da Escola Pedro Maciel colam cartazes em homenagem ao professor.




1 de dezembro: Greenhalgh tem encontro com autoridades de Segurança Pública em Florianópolis. Polícia diz que crime está ligado á vida pública do vereador.




2 de dezembro: Perícia complementar é realizada na casa do vereador




3 de dezembro: Diretório do PT dá coletiva onde anuncia ação contra o Estado por vazamento de fotos do vereador. PM apreende computadores que teriam vazado as fotos.




5 de dezembro: Ato público por Justiça e Cidadania reúne entre duas e três mil pessoas.




6 de dezembro: MP anuncia que já tem roteiro do vereador entre a escola e sua casa.




19 de dezembro: Entidades fazem vigília em frente à Delegacia Regional de Polícia pedindo agilidade no caso.




28 de dezembro: Celebração em frente à Catedral Santo Antônio lembra um mês da morte do vereador.




3 a 13 de janeiro: Vigília no Salão Paroquial da Comunidade Santo Antônio, com celebrações todas as noites.




9 de janeiro: Polícia Civil pede prorrogação para conclusão do inquérito.




19 de janeiro: Delegado Ronaldo Neckel Moretto afirma que não pode passar informações pois o inquérito está sob segredo de justiça.




20 de janeiro: Lideranças do PT e o advogado criminalista Luiz Eduardo Greenhalgh realizam audiência com o secretário de Segurança Pública e Defesa do Cidadão César Grubba pedindo empenho no caso e conclusão dos laudos.




27 de janeiro: Diário Catarinense tem acesso ao laudo do médico legista Antonio De Marco onde as causas da morte são apontadas como traumatismo crânio-encefálico e asfixia mecânica. Delegado de Chapecó, José Augusto Brandão, informa que polícia vai pedir nova avaliação do exame cadavérico pois considera o laudo inconclusivo.




3 de fevereiro: Caminhada na Avenida Getúlio Vargas e ato ecumênico na Praça Coronel Bertaso pede esclarecimento do caso Chiarello.




9 de fevereiro: Polícia Civil solicita nova prorrogação do inquérito.




10 de fevereiro: Deputados Pedro Uczai , Luciane Carminatti e Dirceu Dresch realizam audiência com o Procurador Geral da República, Roberto Monteiro Gurgel, para solicitar a federalização das investigações do caso Chiarello
Disponível em:http://wp.clicrbs.com.br/chapeco/2012/02/15/caso-chiarello-laudos-tem-conclusoes-diferentes/?topo=77,2,18. Acesso em: 15/02/12



Opinião do blogueiro (amigo de Chiarello): Tem gente poderosa interferindo no trabalho da Polícia e do IGP sim. Foi homicídio, e mais, estes disparates na investigação, apontam para homicídio com motivação política.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Pitonisa de Tebas ou de Delfos?

Essa é do blog do amigo professor Ademir Tonello

Segundo o personagem do ator Marcelo Serrado (Crô), da novela global "Fina Estampa" sua patroa Tereza Cristina (Cristiane Torloni) seria a reencarnação da Pitonisa, da Nefertiti e de outras personagens egípcias.
Porém, as pitonisas mais famosas ficavam no Oráculo de Delfos do deus Apolo e não em Tebas.
O oráculo de Delfos ficava no templo de Apolo – o mais importante local religioso do mundo grego antigo – que estava incrustado numa região montanhosa. Os generais buscavam conselhos do oráculo a respeito de estratégias de guerra; os colonizadores procuravam orientação antes de suas expedições para a Itália, Espanha e África e os cidadãos consultavam-no sobre investimentos e problemas de saúde.
Ele funcionava numa câmara secreta localizada no subterrâneo do templo que era conhecida como ádito; ali somente podiam entrar os sacerdotes e os adivinhos que faziam previsões. Esses adivinhos eram chamados Phyton, nome mitológico de uma serpente monstruosa morta pelo deus Apolo.

Em Delfos, os adivinhos eram sempre do sexo feminino; algo surpreendente se levarmos em conta a misoginia, o desprezo que os gregos tinham pelas mulheres. Embora devesse ser natural de Delfos, a pitonisa não herdava essa posição por seus vínculos familiares com a nobreza, como acontecia com a maioria dos sacerdotes e sacerdotisas.

Segundo a tradição, a inspiração profética do poderoso oráculo era atribuída a fenômenos geológicos: um gás que subia por uma fenda na terra onde havia uma fonte de água.
Esse antigo testemunho é bastante difundido e provém de várias fontes fidedignas: historiadores como Plínio e Diodoro, filósofos como Platão, poetas como Ésquilo e Cícero, o geógrafo Estrabão, o escritor Pausânias e até mesmo um antigo sacerdote de Apolo que serviu em Delfos, o famoso ensaísta e biógrafo Plutarco.

Disponível em:http://perestroika-historia.blogspot.com/2012/01/pitonisa-de-tebas-ou-de-delfos.html. Acesso em:07/02/12

Projeto A Escola do Mundo ao Avesso (baseado no livro homônimo de Eduardo Galeano)

Sugestão que pode servir para colegas da rede municipal de Chapecó, especialmente quem for trabalhar as disciplinas de Direitos Humanos e Diversidade.

PROJETO DE TRABALHO/SÉRIES FINAIS

IDENTIFICAÇÃO


EBM JARDIM DO LAGO
PROFESSOR: CESAR CAPITANIO
TURNO: MATUTINO
SÉRIE: 9º
PERÍODO DE REALIZAÇÃO: ANO ESCOLAR DE 2012

TEMA: ESCOLA DO MUNDO AO AVESSO (adaptado do livro De pernas pro ar: escola do mundo ao avesso, de Eduardo Galeano)

JUSTIFICATIVA


Esta temática justifica-se por conta das discussões que ocorrerão na disciplina Diversidade ou Direitos Humanos, na rede municipal de Chapecó, no ano de 2012. A partir do livro do escritor uruguaio teremos os embasamentos iniciais para as discussões da disciplina, impondo a discussão crítica a respeito do atual modelo de sociedade, combatendo toda forma de preconceito e intolerância estabelecida. As análises realizadas em sala de aula se coadunam com o cotidiano, com a vida no bairro, na cidade, no estado, no país, e em todo o globo, associando com a questão das mídias, especialmente a TV e a Internet, procurando construir uma sociedade mais íntegra, com justiça social e paz, com novos valores sociais fincados na ética e na solidariedade.


OBJETIVO GERAL


Instigar nos educandos a necessidade do compromisso social e da responsabilidade em solucionar os problemas do meio em que vive tendo uma postura crítica perante alguns paradigmas constituídos.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS


- Analisar a formação sócio-econômica mundial em seus diversos estágios, até a hegemonia capitalista, e como se modela o pensamento individual desde então;
- Identificar na globalização o auge do capitalismo e como isto contribui para a pobreza e na formação de valores homogêneos no mundo;
- Compreender ideologicamente a questão da indústria cultural como modeladora universal de padrões de estética, gostos musicais, preferência às marcas multinacionais, etc.
- Analisar historicamente a questão do racismo.
- Identificar as razões históricas da opressão à mulher, bem como a atual situação da questão feminina no mundo.
- Compreender a diversidade étnica que constitui o Brasil, e como se interligaram as matrizes europeias, indígenas, africanas e asiáticas, refletindo também a respeito da imposição cultural europeia.


CONTEÚDOS A SEREM TRABALHADOS


-Capitalismo e socialismo
- Desenvolvimento e subdesenvolvimento
-Colonialismo e neocolonialismo
- Multinacionais / transnacionais
-0 Espaço mundial marcado por contrastes
-1 Imperialismo e fragmentação
-2 Globalização e imposição cultural
-3 A questão africana e afro-brasileira
-4 A questão indígena
-5 A questão da mulher
-6 Homossexualismo e homofobia
-7 “Tribos” urbanas
-8 Análise crítica a respeito do papel das mídias
-9 A tolerância virtual (discussão a respeito da ética na Internet, nas redes sociais).
-10 Padrões de beleza (bulemia, anorexia, uso de anabolizantes, cirurgias plásticas).
-11 Um olhar específico aos portadores de necessidades especiais.



PROBLEMATIZAÇÃO


- Por que a ordenação econômica mundial divide o mundo em desenvolvidos e subdesenvolvidos, e como isto contribui para a disseminação do preconceito?
- Como a construção de padrões culturais e econômicos hegemônicos contribui para a intolerância e o desrespeito à diversidade?
- Como se formaram os preconceitos contra negros, indígenas, mulheres, homossexuais, portadores de necessidades especiais?

7- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA


A atual sociedade dita globalizada tem sua essência de formação a partir das Grandes Navegações. Quando algumas nações europeias, interessadas em ampliar as relações comerciais com a China e as Índias, procurando rotas alternativas, se lançaram aos Oceanos Atlântico e Índico, houve um processo de conquista econômica na África, posteriormente na América, e mais tarde em todos os continentes. A presença inglesa, holandesa, portuguesa, espanhola e francesa, principalmente, em praticamente todo o planeta, impôs a religiosidade católica, as vestimentas europeias, o capitalismo enquanto sistema, explorou recursos naturais, impôs a escravidão indígena e africana, destruiu organizações territoriais e econômicas, impôs também seus produtos e sua tecnologia, sua língua e causou um caos étnico-territorial, em especial na África e na América Latina.
Sendo assim, chegamos ao século XXI com bases que vem do século XV, mudando os atores da hegemonia. A outrora superpotência Inglaterra foi substituída pela sua criatura, os Estados Unidos da América. E o modelo de economia que se preze atualmente precisa ser neoliberal. E em nome da livre concorrência não há espaço para ousadias: se elas houverem se patrocinam ditaduras (exemplos das ditaduras militares da América Latina, nos anos 70). Na época tinha que se brecar o “perigo vermelho”. Com o fim da União Soviética e da Guerra Fria, os inimigos passam a ser outros: os terríveis fundamentalistas islâmicos ou algum outro país do “Eixo do mal”. Para os EUA, fundamentalista e terrorista islâmico ou ditadores tiranos são os governos de países árabes que não se submetem as vontades da indústria petrolífera e de armas da superpotência. A Arábia Saudita, por exemplo, não é uma ditadura, é uma monarquia, porque é aliada. Sendo assim, se constrói a imagem, pela mídia ocidental, controlada por poucas mãos, da perversidade ligada a religião muçulmana.
A mesma livre concorrência que serve para se “globalizarem” as marcas e os gostos não serve para as pessoas, haja vista o muro na fronteira do México com os EUA, ou toda a intolerância e privações impostas aos imigrantes (especialmente ilegais) na Europa.
A imposição cultural do colonialismo se reflete em pobreza, em especial na África e América Latina. E quem mais sofreu este processo de exploração é quem mais sofre preconceito atualmente: negros e indígenas nunca tiveram suas vozes ouvidas de fato pela história oficial. Sua história sempre foi contada pela visão do “outro”.
A história oficial também é a história dos homens. Muito poucas mulheres estão presentes na linha de frente. Aliás, o machismo era justificado oficialmente, até bem pouco tempo. Atualmente, a presença das mulheres na linha de frente de vários governos, de várias instituições ainda não eliminou as diferenças: mulheres continuam recebendo menos na média, mulheres são expostas a violência doméstica, mesmo com a lei Maria da Penha (no caso brasileiro), mulheres são mais expostas a violência da mídia e dos padrões de beleza e de consumo.
E o olhar aos portadores de deficiência é extremamente necessário: há muito que se avançar e se descobrir a respeito desta diversidade, no que se refere à acessibilidade, na educação, na inclusão social.



7- INSTRUMENTALIZAÇÃO


7.1 Ações docentes e discentes para a construção do conhecimento
- Planejamento individual e coletivo
- Aulas expositivas e dialogadas
- Debates
- Pesquisa bibliográfica

7.2 Recursos materiais
- Livros didáticos
- Mapas
- Textos
- Vídeos
- Sites


AVALIAÇÃO

- Contínua, ou seja, participação, respeito e responsabilidade;
- Avaliação escrita (provas, trabalhos);
- Apresentação de trabalhos (oralidade, criatividade, domínios dos conteúdos).


BIBLIOGRAFIA E EMBASAMENTO

CURY, Augusto. O futuro da humanidade: a saga de um pensador. Rio de Janeiro: Sextante, 2005.
GALEANO, Eduardo. De pernas pro ar: Escola do Mundo ao Avesso. Tradução de Sérgio Faraco, 9ª ed. Porto Alegre: L&M, 2007.

Sugestões:
Livros
O diário de Anne Frank
Textos
Cidadão 100% Americano
Os três astronautas
Músicas
Índios (Legião Urbana)
Loirinha Bombril (Paralamas do Sucesso)
What a wonderful world (Louis Armstrong)
Meu mundo é de barro (O Rappa)
O sal da terra (Beto Guedes)
Classe Média-Max Gonzaga
Filmes
O oitavo dia – sobre um portador de Síndrome de Down
B 13 – fala da vida nos guetos de Paris, do preconceito aos imigrantes.
Crash: no limite – vidas que se entrecruzam nos Estados Unidos, demonstrando muita intolerância étnica.
Quem quer ser um milionário – filme indiano, que demonstra a diversidade cultural indiana e os problemas relacionados ao preconceito.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo a todos (as)

Foi um ano bom do ponto de vista financeiro. Com a economia brasileira aquecida, foi um ano em não posso reclamar das finanças (dinheiro nunca é demais, mas para mim que sempre tive pouco, esse ano foi bom).
Mas do ponto de vista emocional, o blogueiro teve problemas esse ano. Tia com doença grave, primo falecendo em acidente de trânsito, morte do amigo vereador e professor Marcelino, questões familiares ligadas ao alcoolismo. Mas foi um ano bom. Tem muitos prós. Essas tragédias do destino nos ajudam a sermos pessoas melhores, prontas para construir um mundo melhor.
O novo ano só não vai ser melhor porque o Governador Colombo já nos deu uma péssima notícia de Natal: não vai cumprir os acordos de greve, vai dar 6% de reajuste aos professores e não vai recompor a regência. O que ele quer com isso? Greve, na certa, e maior que a desse ano.
Aos leitores, um abraço. E um ano de 2012 bem melhor

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Desaparecido (para descontrair)


Disponível em:http://www.rodrigovianna.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Neymar.jpg. Acesso em:27/12/2011












Comentário do blogueiro: Acho Neymar bom jogador. Mas isso. Não a solução dos problemas da Seleção Brasileira. Ele precisa evoluir taticamente. E se quisermos ganhar a Copa, Zagallo tem razão, Ronaldinho Gaúcho fora. Tem que montar um time.
Seleção ideal para mim(ou próxima da ideal):
Júlio César
Daniel Alves
David Luis (ou Dedé)
Thiago Silva
Marcelo
Sandro (Lucas Leiva reserva)
Elias (ou Ramires ou Luis Gustavo)
Hernanes (ou Diego Souza ou Fernandinho)talvez Lucas do São Paulo ( se evoluir)
Alex (do Corinthians) ou Paulo Henrique Ganso (se evoluir)
Neymar (briga por vaga com o Pato, Nilmar, Hulk)
Leandro Damião (briga com Fred, Nilmar, Hulk, Pato)

CPI da Privataria: deputados petistas dizem que vão apoiar a Comissão

Na última quarta-feira, dia 21, foi protocolado o requerimento para a instalação da CPI da Privataria, proposta pelo deputado Protógenes Queiróz (PCdoB/SP) e que obteve o apoio de mais de 180 parlamentares.

Apesar de desejada por grande parte da militância de esquerda, a CPI parece não ter sido recebida com o mesmo entusiasmo por parte do PT, partido que teve papel fundamental na crítica às privatizações, nos anos 90. Em entrevista coletiva, a presidenta Dilma Rousseff preferiu não se posicionar claramente sobre o tema. Já Cândido Vaccarezza, líder do Governo na Câmara, afirmou “não olhar para o retrovisor”.

Entretanto, o requerimento recebeu adesão de 67 deputados petistas, que foram fundamentais para se ultrapassar o número mínimo de 171 assinaturas para a instalação da CPI. A ausência de alguns nomes gerou inquietações em quem desejava maior adesão. Os 19 deputados que não assinaram foram os seguintes:

Arlindo Chinaglia (SP)
Benedita da Silva (RJ)
Candido Vaccarezza (SP)
Carlinhos Almeida (SP)
Dalva Figueiredo (AP)
Décio Lima (SC)
Edson Santos (RJ)
Gilmar Machado (MG)
Jesus Rodrigues (PI)
Jilmar Tatto (SP)
José Airton Cirilo (CE)
Marco Maia (RS)
Miguel Correa Júnior (MG)
Odair Cunha (MG)
Paulo Teixeira (SP)
Pedro Eugênio (PE)
Rui Costa (BA)
Sérgio Barradas Carneiro (BA)
Zeca Dirceu (PR)

O Escrevinhador tentou falar com todos os deputados do PT que não assinaram o requerimento. Apresentamos a seguir a justificativa daqueles que retornaram o contato.

Edson Santos (RJ)
Apesar de seu nome não constar na lista, o deputado carioca afirma ter assinado o requerimento e explica que provavelmente sua assinatura não foi reconhecida pela Mesa da Câmara. De acordo com o documento, houve sete assinaturas que “não conferem”.

Edson Santos declarou ao Escrevinhador: “as CPIs são um instrumento tradicional da oposição. Apesar de fazer parte da base do Governo, fiz questão de assinar esta CPI por entender que a mesma será importante para a necessária releitura histórica do episódio em questão. Quero que as informações apresentadas no livro de Amaury Ribeiro Jr. sejam publicamente esclarecidas para que, a partir do envio das conclusões da CPI à Justiça, os culpados por eventuais desvios possam ser devidamente responsabilizados”.

José Airton Cirilo (CE)
A assessoria de imprensa afirmou que o deputado desejava assinar o requerimento, mas não conseguiu devido a sua agenda. “A ausência da sua assinatura não impediu a criação da CPI, que é o mais importante. Ele também irá se empenhar e colaborar com a CPI no que for possível, com outras formas de contribuição.”

Marco Maia (RS)
Como presidente da Câmara, o petista não se posiciona sobre o tema. Em entrevista coletiva, ele afirmou que essa pode ser ”uma CPI explosiva, com contornos muito claros de debate político, mas também terá o intuito de esclarecer os fatos e dar oportunidade para o contraditório”.

Paulo Teixeira (SP)
O líder do PT na Câmara preferiu não assinar o requerimento para “manter a neutralidade como líder de bancada, e evitar ver prejudicada a relação com outras legendas”. Nota de sua assessoria de imprensa afirma que, “enquanto parlamentar, teria assinado tranquilamente, no entanto, sua posição enquanto líder da bancada petista exigiu uma postura mais cautelosa” e que, “mesmo não assinando a CPI, o parlamentar garantiu que apoia as investigações”.
Disponível em:http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/cpi-da-privataria-deputados-petistas-dizem-que-vao-apoiar-a-comissao.html. Acesso em:27/12/2011

Brasil: sexta potência econômica do mundo

Mudanças no Ranking das Maiores Economias do Mundo

A todo instante, as mídias destacam a elevação do Brasil no ranking das maiores economias do mundo. O Brasil superou o Reino Unido (Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte), passando a ocupar a 6ª posição.
Esta mudança, segundo os especialistas da área econômica já era esperada mediante a crise que a Europa vem atravessando e o crescimento dos países emergentes (países subdesenvolvidos industrializados). E, em razão destes fatores, outras mudanças devem ocorrer nos próximos anos, fazendo com as novas posições (as atuais) também sejam alteradas.
Os países europeus vêm crescendo pouco em função, sobretudo, da crise econômica e financeira que estes estão passando (crise bancária de 2008). As previsões é que outros países europeus percam suas atuais posições em razão da situação vigente e as possíveis recessões a serem enfrentadas. A França, por exemplo, que ocupa – atualmente – a 5ª posição, em função da crise e a recessão econômica, deve cair - em 2020 - para a 9ª colocação.
Os países emergentes, por sua vez, vêm mantendo um crescimento econômico. Entre os países-membros do G5 (grupo dos cinco líderes dos países emergentes), que são o Brasil, China, Índia, México e África do Sul, os três primeiros figuram entre as dez maiores economias, sendo a China, a segunda maior economia (só perdendo para os EUA) e a Índia posicionada na 10ª colocação, além do Brasil na 6ª posição.
De acordo com os economistas, a crise por qual perpassa o continente europeu deve limitar a capacidade de crescimento dos países, o que possibilitará a projeção dos países emergentes, que vêm mantendo um ritmo de crescimento capaz de corresponder a estas previsões. Sendo assim, a Índia deve superar o Brasil no ranking e ocupar a 5ª posição, mas o nosso país deverá manter-se na atual colocação (6ª posição), uma vez que diante da crise europeia e os sérios riscos de uma recessão econômica, ele deverá ultrapassar a França.
A Rússia, país-membro da BRICS (países com maior destaque na área econômica, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) deve sair da 9ª e ocupar a 4ª posição em 2020, superando – inclusive – o nosso país.
Torna-se importante ressaltar, aqui, que estes dados refletem o crescimento econômico dos países baseado no PIB nacional, isto é, a soma do valor de todos os serviços e bens produzidos no país. E, por isso, crescimento econômico não deve ser confundido com desenvolvimento, uma vez que este último reflete um incremento, sobretudo, na esfera social , em qualidade de vida (educação, saúde, habitação, transporte, limpeza urbana, segurança pública, redução da pobreza e da má distribuição de renda etc.).
Segundo o Centro de Pesquisa para Economia e Negócios, publicado no Jornal O Globo (27/12/2011, pag. 17 – Seção Economia), o ranking atual (2011) e o previsto para o ano de 2020 são, respectivamente:


2011


1º EUA
2º China
3º Japão
4º Alemanha
5º França
6º Brasil
7º Reino Unido
8º Itália
9º Rússia
10º Índia




2020


1º EUA
2º China
3º Japão
4º Rússia
5º Índia
6º Brasil
7º Alemanha
8º Reino Unido
9º França
10º Itália
Disponível em :http://marlivieira.blogspot.com/2011/12/mudancas-no-ranking-das-maiores.html. Acesso em: 27/12/2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Um sucesso de vendas e um muro de silêncio- Artigo sobre a Privataria Tucana

Nota do blogueiro: É porque o assunto tem extrema relevância na história político-econômica recente do Brasil. Mas não deixaremos de acompanhar o caso Marcelino Chiarello. A propósito, vereador Agne, deliraste?


Por Maria Inês Nassif, na Carta Maior

O livro “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr., foi lançado há quatro dias e já é um fenômeno de vendas cercado por um muro de silêncio. Produto de doze anos de trabalho – e, sem dúvida, a mais completa investigação jornalística feita sobre o submundo da política neste século -, o livro consegue mapear o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro montado em torno do político tucano José Serra – ex-deputado, ex-senador, ex-ministro, ex-governador, ex-prefeito e candidato duas vezes derrotado à Presidência da República. De quebra, coloca o PT em duas saias justas. A primeira delas é a constatação de que o partido, no primeiro ano de governo Lula, “afinou” diante do potencial de estrago da CPMI do Banestado, que pegou a lavanderia de vários esquemas que, se atingiam os tucanos, poderiam também resvalar para figuras petistas. O segundo mal-estar com o PT é o ultimo capítulo do livro, quando o autor conta a “arapongagem” interna da campanha do PT, que teria sido montada para derrubar o grupo ligado ao mineiro Fernando Pimentel da campanha da candidata Dilma Rousseff. Amaury aponta (como ele já disse antes) para o presidente do partido, Rui Falcão. Falcão já moveu um processo contra o jornalista por conta disso. O jornalista mantém a acusação.

Ao atirar para os dois lados, o livro-bomba do jornalista, um dos melhores repórteres investigativos do país, acabou conseguindo a façanha de ser ignorado pela mídia tradicional e igualmente pelo PT e pelo PSDB. O conteúdo de seu trabalho, todavia, continua sendo reproduzido fartamente por sites, blogs e redes sociais. Esgotado ontem nas livrarias, caminha para sua segunda edição. E já foi editado em e-book.

Os personagens do PSDB são conhecidos. O ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, aparece como o “engenheiro” de um esquema que operou bilhões de dólares durante as privatizações e os dois governos de Fernando Henrique Cardoso. A mesma tecnologia financeira usada por Oliveira foi depois copiada pela filha de Serra, Verônica, e seu marido, Alexandre Burgeois. Gregório Marin Preciado surge também como membro atuante do esquema. Ele é casado com uma prima do tucano nascido na Móoca, ex-líder estudantil e cardeal tucano.

Embora esteja concentrado nesse grupo específico do tucanato – o empresário Daniel Dantas só aparece quando opera para o mesmo esquema -, o livro não poupa gregos, nem troianos. A documentação da Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPMI) do Banestado, que forneceu os primeiros documentos sobre lavagem de dinheiro obtido ilegalmente das privatizações, é o pontapé inicial do novelo que se desenrola até as eleições presidenciais do ano passado. A comissão, provocada por denúncias feitas pela revista Isto É, em matéria assinada pelo próprio Ribeiro Jr. e por Sônia Filgueiras, recebeu da promotoria de Nova York, e foi obrigada a repassá-lo à Justiça de São Paulo, um CD com a movimentação de dinheiro de brasileiros feita pelo MTB Bank, de NY, fechado por comprovação de que lavava dinheiro do narcotráfico, do terrorismo e da corrupção, por meio de contas de um condomínio de doleiros sul-americanos.

O material era uma bomba, diz o jornalista, e provocou a “Operação Abafa” da comissão de inquérito, pelo seu potencial de constranger tanto tucanos, como petistas (a CPMI funcionou no primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003).

Amaury Ribeiro conta de forma simples intrincadas operações de esfria/esquenta dinheiro ilegal – e, de quebra, dá uma clara ideia de como operava a “arapongagem tucana” a mando de Serra. Até o livro, as acusações de que Serra fazia dossiês para chantagear inimigos internos (do PSDB) e externos eram só folclore. No livro, ganham nome, endereço e telefone.

Nos próximo parágrafos, estão algumas das histórias contadas por Amaury Ribeiro Jr., com as fontes. Nada do que aponta deixa de ter uma comprovação documental, ou testemunhal. É um belo roteiro para a grande imprensa que, se não acusou até agora o lançamento do livro, poderia ao menos tomá-lo como exemplo para voltar a fazer jornalismo investigativo.

1. A arapongagem da turma do José Serra (pág. 25) – Quando ministro da Saúde do governo FHC, José Serra montou um núcleo de inteligência dentro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) (a Gerência Geral da Secretaria de Segurança da Anvisa). O núcleo era comandado pelo deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), também delegado. O grupo foi extinto quando a imprensa denunciou que o grupo bisbilhotava a vida dos funcionários. O funcionário da Agência Brasileira de Informações Luiz Fernandes Barcellos (agente Jardim) fazia parte do esquema. Também estava lá o delegado aposentado da Polícia Federal Onézimo de Graças Souza.

Este núcleo, mesmo desmontado oficialmente, teria sido usado por Serra, quando governador, para investigar os “discretos roteiros sentimentais” do governador de Minas, Aécio Neves, no Rio de Janeiro. De posse do dossiê, Serra teria tentado chantagear Aécio para que o governador mineiro não disputasse com ele a legenda do PSDB para a Presidência da República. O agente Jardim, segundo apurou Amaury, fez o trabalho de campo contra Aécio. (Fontes: O agente da Cisa Idalísio dos Santos, o Dadá, conseguiu informações sobre o núcleo de arapongagem de Serra e teve a informação confirmada por outros agentes. Para a “arapongagem” contra Aécio, o próprio Palácio da Liberdade).

2. O acordo entre Serra e Aécio (págs. 25 a 28) – Por conta própria, Ribeiro Jr., ainda no “Estado de Minas” e sem que sua apuração sobre a arapongagem de Serra tivesse sido publicada, retomou pauta iniciada quando ainda trabalhava no “Globo”, sobre as privatizações feitas no governo FHC. Encontrou a primeira transação do ex-tesoureiro de campanha de FHC e Serra, Ricardo Sérgio de Oliveira: a empresa offshore Andover, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, que injetava dinheiro de fora para outra empresa sua, em São Paulo, a Westchester. (Fontes: cartórios de títulos e documentos e Juntas Comerciais de São Paulo e do Rio).

Nos mesmos papéis, encontrou outro personagem que usava a mesma metodologia de Oliveira: o genro de Serra, Alexandre Bourgeois, casado com Verônica Serra. Logo após as privatizações das teles, Bourgeois abriu duas off-shores no mesmo paraíso fiscal – a Vex Capital e a Iconexa Inc, que operavam no mesmo escritório utilizado pelo ex-tesoureiro, o do Citco Building. (Fonte: 3° Cartório de Títulos e Documentos de São Paulo).

Amaury ligou para assessoria de Serra no governo do Estado e se deu mal: as informações, das quais queria a versão do governador, serviram para que o tucano paulista ligasse para Aécio e ambos aparassem as arestas. O Estado de Minas não publicou o material.

3. Ricardo Sérgio de Oliveira, Carlos Jereissati e a privatização das teles - O primeiro indício de que a privatização das teles encheu os cofres de tucanos apareceu no relatório sobre as movimentações financeiras do ex-caixa de campanha Ricardo Sérgio de Oliveira que transitou pela CPMI do Banestado. A operação comprova que Oliveira recebeu propina do empresário Carlos Jereissati, que adquiriu em leilão a Tele Norte Leste e passou a operar a telefonia de 16 Estados. A offshore Infinity Trading (de Jereissati) depositou US$ 410 mil em favor da Fanton Interprises (de Ricardo Sérgio) no MTB Bank, de Nova York.

Comprovação do vínculo da Infinity Trading com Jereissati: Relatório 369 da Secretaria de Acompanhamento Econômico; documentos da CPMI do Banestado.

Comprovação do vínculo de Oliveira com a Franton: declaração do próprio Oliveira, à Receita Federal, de uma doação à Franton, em 2008.

4. Quando foi para a diretoria Internacional do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio tinha duas empresas, a Planefin e a RCM. Passou a administração de ambas para a esposa, a desenhista Elizabeth, para assumir o cargo público. Em 1998, a RCM juntou-se à Ricci Engenharia (do seu sócio José Stefanes Ferreira Gringo), para construir apartamentos. Duas torres foram compradas pela Previ (gerida pelo seu amigo João Bosto Madeira da Costa) ainda na maquete. A Planefin entrou no negócio de Intenet recebeu líquido, por apenas um serviço, R$ 1,8 milhão do grupo La Fonte, de Carlos Jereissati, aquele cujo consórcio, a Telemar, comprou a Tele Norte Leste (com a ajuda de Ricardo Sérgio, que forneceu aval do BB e dinheiro da Previ à Telemar).

5. Em julho de 1999, a Planefim comprou, por R$ 11 milhões, metade de um prédio de 13 andares no Rio, e outra metade de outro edifício em Belo Horizonte. As duas outras metades foram compradas pela Consultatum, do seu sócio Ronaldo de Souza, que morreu no ano passado. Quem vendeu o patrimônio foi a Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, reduto tucano. O dinheiro para pagar a metade de Ricardo Sérgio nos imóveis veio da Citco Building, nas Ilhas Virgens Briânicas, a mesma “conta-ônibus” de doleiros que viria a lavar dinheiro sul-americano sujo, de várias procedências.

Amanhã, a Carta Maior contará o que o livro de Amaury Ribeiro Jr. revela das operações feitas pela filha e genro de Serra, Verônica e Alexandre Bourgeois, e pelo primo Gregório Marín Preciato.

Disponível em:http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/um-sucesso-de-vendas-cercado-por-um-muro-de-silencio.html. Acesso em:14/12/2011

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O assassinato do amigo Marcelino Chiarello

Ainda profundamente abalado com a morte do vereador e professor Marcelino, estamos tentando retomar o curso da vida, mas com reflexão crítica a respeito de nossa sociedade (era isso que o Marcelino fazia nas aulas de Filosofia)
Acompanhando parte da cobertura da mídia, creio que esta merece um destaque negativo. No Jornal Diário do Iguaçu, coluna do Perroni, usando a expressão “Do leitor”, o diretor administrativo deste jornal, Ronaldo Roratto, associa a vinda do advogado Luiz Eduardo Greenhalg a não solução do caso de Santo André (claro, parte da grande mídia queria que o culpado fosse o Zé Dirceu) Além da falta de sensibilidade com família e amigos, qual a intenção de desviar o foco jornalístico? Na Rádio Chapecó, sábado pela manhã (03/11/11), o apresentador Plínio Ritter criticou o Zé Dirceu (o chamou de mensaleiro e outras coisas), porque supostamente este teria dito que Chapecó é terra de coroneis, e que este caso (o do Marcelino) foi o único da cidade (deste gênero). Além de jornalismo tão seletivo (escolheu o Zé Dirceu para atingir o PT, a repercussão negativa para a cidade está no Diário do Grande ABC, Portal Terra, Veja On Line, etc.), tem que refrescar a memória, sr. apresentador, além da escalada da violência comum, teve o caso do tiro ao vereador Dino do PMDB, a morte (por suicídio, versão não aceita pela família) do vereador Marcos Bocchi, a tentativa de cassação do Fritsch, no primeiro ano de governo, numa clara prova, que setores da “direitona” não querem largar o osso, e ainda tem o caso de 1950, com o linchamento dos presos (na sequência alguns apontamentos) E ainda “cultuamos” o Coronel Ernesto Francisco Bertaso, que ao que consta comprou a patente de Coronel (ele não era militar, mas era o chefe moral da cidade). E o caso de Róbson Gonçalves, foi mesmo acidente?
Sobre coronelismo, tem que conhecer a história da cidade, sr. apresentador. A primeira sede da comarca, a partir de 1917, foi o Passo Bormann, logo após Xanxerê, e até 1931, a sede da comarca ficava na disputa entre estas duas vilas, no “lombo do burro” como diziam os moradores, e com claras provas de mandonismo (expressão branda para coronelismo). Em 1931, a sede da comarca veio para Passo dos Índios (atual Chapecó) porque aqui ficava a sede da Empresa Colonizadora Bertaso, do Coronel Ernesto Francisco Bertaso (esse é o nome da praça, sr. apresentador, e o colégio do Bairro São Cristóvão)
E aí vem o caso de 1950. A leitura do livro O linchamento que muitos querem esquecer, da professora Mônica Haas, é emblemática. Detalhe, ao escrevê-lo, Mônica recebeu ameaças (“algumas veladas, outras nem tanto”, segunda a própria). Duas pessoas incendiaram a igreja (possivelmente para roubar) e mais duas foram incriminadas injustamente (segundo inúmeras evidências). Mas na época, a “direitona” (coincidentemente era o PSD, o partido dos Bertaso) havia perdido as eleições municipais para uma aliança getulista (UDN e PTB) e os irmãos Lima (os que injustamente foram acusados de incendiários) eram ligados ao PTB. E algumas pessoas influentes articularam a invasão a cadeia, e promoveram o linchamento, com repercussão negativa de Chapecó para o mundo todo. Por dois anos, a empresa Bertaso teve um refluxo nas vendas de terras, e a cidade passou a se rearticular apenas com criação do Frigorífico Chapecó, na mesma década.
Eu sei que alguns que lerem isso vão dizer, “o Cesar é maluco” e coisas do gênero. Mas não podemos pensar na história apenas pela ótica positivista, da tradição, família e propriedade.
Sobre o caso em questão. A morte do Marcelino não pode significar o fim das investigações de desvio de dinheiro do Fundo Social (tem que investigar no Estado todo). Não pode significar também o refluxo da luta do magistério estadual, nem do funcionalismo municipal, nem dos trabalhadores do transporte coletivo, da agricultura familiar, etc. E aqui em Chapecó, acho no mínimo imoral alguns contratos da Prefeitura Municipal (com a Koop, Nutriplus, Prosul, por exemplo).
E outro destaque negativo: as manifestações do ex-prefeito João Rodrigues, na sexta-feira (02/11/11). Há muito tempo venho dizendo que ele não teve uma boa educação (num embate com o vereador Marcelino, o Chiarello disse que se o João Rodrigues tivesse sido seu aluno, ele teria aprendido um pouco de educação). O interessante que só foi o ex-prefeito se manifestar para provocar a contra-reação petista no sábado (03/11/11). É um cidadão que não tem a polidez necessária para um cargo público, pois destila o ódio, fomenta a divisão política da cidade.
Cobramos agilidade nas investigações. Agilidade e serenidade. A cidade não precisa de alguém que estimule a violência, exatamente pelo contrário. Até para recuperar uma boa imagem para Chapecó. Sem revanchismo. Tentando superar a perda do companheiro e amigo. E da imprensa, cobra-se decência e imparcialidade, esta última se possível. Até porque a imagem de Chapecó para fora ficou ruim; para recuperar a imagem é necessário se chegar aos culpados logo.


Cesar Capitanio, professor de Geografia

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Última aula de Marcelino Chiarello

Fonte:Sirli Freitas, Agência RBS



Mais informações:http://wp.clicrbs.com.br/chapeco/2011/12/01/ultimos-passos-do-vereador-marcelino-chiarello/?topo=77,2,18

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Marcelino Chiarello, sempre

Disponível em:http://temagerador.blogspot.com/2011/11/luto.html. Acesso em:30/11/2011

Disponíveis em:http://wp.clicrbs.com.br/chapeco/tag/marcelino-chiarello/?topo=77,2,18. Acesso em:30/11/2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O assassinato do vereador e professor Marcelino Chiarello

É com profunda tristeza que escreverei estas linhas. Pela amizade com o vereador, por compactuar politicamente de ideiais semelhantes, pelo fato de estar sempre junto da luta do magistério, mas também da luta dos trabalhadores do transporte coletivo, da agricultura familiar, dos trabalhadores das agroindústrias, enfim, um grande lutador.
Era a principal voz insurgente contra os desmandos , instalados em Chapecó, após a entrada de João Rodrigues como prefeito municipal. Aliás, a tempos venho falando que nesta cidade se vive uma farsa democrática (na Câmara de Vereadores é sempre 10 governistas contra dois oposicionistas) e a a imprensa de Chapecó, uma boa parcela, é cargo de confiança ou função gratificada da Prefeitura. Há certos veículos que mais parecem assessoria de imprensa da Prefeitura.
O crime tem motivação política. É por aí que devem iniciar as investigações. Marcelino era bastante contudente na defesa da moralidade política.

Esta questão também leva a baila a discussão sobre a segurança pública. A insegurança máxima que vive esta cidade aumentou a partir do mandato do ex-prefeito João Rodrigues. Ele que semeou o ódio, destilou o preconceito contra o PT e o PCdoB, diminuiu os investimentos na área social, na educação, dividiu a cidade, deixou de negociar com o SITESPM no caso do serviço público municipal, e todas as vezes que alguém se insurgia, ele invadia (pelo telefone) as programações (lembro de um embate com o próprio vereador Marcelino, na rádio Super Condá).

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O mundo em um dia

No dia 24 de julho de 2010, milhares de pessoas enviaram suas histórias de vida ao Youtube, e resultaram em um belo vídeo. Link abaixo:


http://www.youtube.com/lifeinaday?feature=inp-gh-lif

Ministério Público acusa Kassab

Comentário do blogueiro (esse vem antes do texto:A corrupção do PSD começou antes de o partido começar. Fisiologista, setores de direita que não querem mais ser totalmente oposição (viram que o Lula e a Dilma "amassaram o PSDB). Vale lembrar que em SC esse é o partido do governador Colombo (inimigo da educação), do João Rodrigues (aquele que não tem educação, a farsa de boa administração em Chapecó) e de (pasmem) Paulinho Bornhausen, o filhinho do Kaiser.

Saiu no Estadão:
MP pede afastamento de Kassab por fraude na inspeção veicular em SP
Ação diz que projeto foi executado de por meio de dados falsos e pede devolução de dinheiro
SÃO PAULO – O Ministério Público Estadual (MPE) pediu no início da tarde desta quinta-feira, 24, o afastamento de Gilberto Kassab (PSD) do cargo de prefeito de São Paulo. Kassab, o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, seis empresas – entre elas a CCR e a Controlar – e 13 empresários são acusados de participar do que seria uma fraude bilionária: o contrato da inspeção veicular em São Paulo.
A ação da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social pede o bloqueio dos bens dos envolvidos, a perda dos direitos políticos e a condenação por improbidade administrativa dos acusados.
O valor da causa dado pelos promotores Roberto de Almeida Costa e Marcelo Daneluzzi é de R$ 1,05 bilhão. A ação pede a suspensão imediata da inspeção veicular, a devolução dos valores de multas cobradas dos moradores de São Paulo, além de indenização por danos morais aos donos de veículos.
O problema, segundo o MPE não é a ideia da inspeção, mas a forma como ela foi executada na cidade. Desde a constituição da empresa Controlar até as sucessivas prorrogações do contrato teriam sido feitas por meio de fraudes, como a apresentação de garantias falsas, documentos e informações falsas e, além de possíveis fraudes tributárias e fiscais. A ação foi apresentada no Fórum Helly Lopes Meireles, sede das Varas da Fazenda Pública de São Paulo.
Outro lado. A Controlar diz que ainda não foi notificada sobre a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público. Segundo a empresa, a concessionária prestou todos os esclarecimentos solicitados pela Promotoria e teria assim comprovado a “lisura na implementação e no cumprimento do contrato de concessão.”
Entre os benefícios do contrato declarados pela Controlar, estão uma economia de R$ 78 milhões para o sistema de saúde municipal por causa da redução da poluição veicular.

Gilberto Kassab é o resultado de uma virtuosa inseminação artificial: ele é filho de Celso Pitta e de Padim Pade Cerra.
(O Dr. Abdelmassih não tem nada a ver com isso. Os crimes dele – não é isso, Ministro Gimar ? – são outros. Muitos.)
Deu nisso.
Kassab já esteve na mira da Justiça, quando se descobriu que a industria da construção civil de São Paulo – cidade que tem a mais extensa e criminosa linha de prédios do mundo – financiou a campanha dele de forma, no mínimo, esquisita.
Qualquer motorista de São Paulo sabe que essa inspeça veicular é uma arapuca.
É uma barretada aos Verdes.
E os Verdes de São Paulo, como sabe a Bláblárina,. não se deve levar para um jantar em familia.
Em tempo: quando a Bláblárina vai contar o que achou no armário do Partido Verde de São Paulo ?
Paulo Henrique Amorim


Disponível em:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/11/24/ministerio-publico-acusa-kassab-de-fraude-bilionaria/. Acesso em:25/11/2011